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O álbum “O Fado e a Alma Portuguesa”que regista a interpretação de poemas de Fernando Pessoa por 20 artistas nacionais e pelo espanhol Patxi Andión, é editado em março no Brasil.

As expetativas são boas, pois temos registado grande interesse por parte dos brasileiros no projeto, através das redes sociais, temos até recebido várias mensagens a demonstrar esse mesmo interesse na aquisição da obra”, disse à Lusa o editor discográfico Samuel Lopes, citado pelas Notícias ao Minuto.

Samuel Lopes não descarta a possibilidade de “vir também a ser colocada no Brasil a edição especial Livro-CD”.

Conforme escrevi no texto contido no livro, o Brasil é talvez o país que mais aprecia a obra de FernandoPessoa, que tem sido cantado pelos grandes artistas da MPB [Música Popular Brasileira]”, referiu Samuel Lopes.

O espanhol Patxi Andión musicou “Vaga, no azul amplo solta”, que interpreta com a fadista Ana Moura.

O CD junta temas inéditos com outros já registados, como “Há uma música do povo”, musicado por Tiago Machado, que Mariza gravou em 2005, no álbum “Transparente”.

A fadista tinha já gravado, do poeta de “Mensagem”, o poema “Cavaleiro monge”, com música de Mário Pacheco.

Do alinhamento faz parte uma interpretação por Mafalda Arnauth, de “Cai chuva do céu cinzento”, na música do Fado Menor, com arranjos de Fernando Leite, que terá sido o primeiro poema de Pessoa capturado pelo universo fadista, gravado por Teresa Tarouca, no início da década de 1970.

Entre os inéditos contam-se “Houve um ritmo no meu sono”, por Carminho, “Olha-me rindo uma criança”, por Ricardo Ribeiro, e “Montes e a paz que há neles”, por Ana Sofia Varela, todos com música de Diogo Clemente, e ainda “A tua voz amorosa”, por Debora Rodrigues, com música de Samuel Lopes, e “Não sei quantas almas tenho”, por Ana Laíns, com música da própria e de Paulo Loureiro.

Fernando Pessoa afirmou ao Diário de Notícias, em 1929, que “a canção é uma poesia ajudada” e, referindo-se ao fado, sobre o qual escreveu “Há uma música do povo”, o poeta disse que “não é alegre nem triste". "É um episódio de intervalo”.

Domou-o a alma portuguesa, quando não existia, e desejava tudo sem ter força para o desejar”, acrescentou Pessoa, referindo que, "no fado, os Deuses regressam legítimos e longínquos".

O CD “O Fado e a Alma Portuguesa” foi editado no ano passado em Portugal, quando se celebraram 125 anos do nascimento do poeta, pela Seven Muses e a Warner Music. A edição especial inclui um livro bilingue – português e inglês - com textos que contextualizam a poesia de Fernando Pessoa, nomeadamente de autoria do músico e editor discográfico Samuel Lopes, fotografias dos artistas e os poemas cantados. A tradução para inglês dos poemas foi do investigador Richard Zenith, especialista na obra de Pessoa. Os textos são traduzidos por Alexis Levitin.

Entre as 21 vozes escolhidas contam-se ainda as de Rodrigo Costa Félix, Patrícia Rodrigues, António Zambujo, Pedro Moutinho, Cristina Branco, Helder Moutinho, Maria Ana Bobone e Kátia Guerreiro.

Uma escolha que evidencia a afirmação de Samuel Lopes, de que, “só a partir dos [anos] 1990, com as gerações de fadistas que emergiram nessa década, é que de uma forma regular se tem interpretado no fado a poesia homónima e heterónima do poeta”.

Fazem também parte do grupo de intérpretes Camané, que interpreta “Quadras”, Mísia e Paulo Bragança, que cantam, respetivamente, “Dança de mágoas” e “Na ribeira deste rio”.

 

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