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Carlos do Carmo recebe no dia 19 de novembro, às 18:00 de Lisboa, o Grammy Latino de Carreira, numa cerimónia que realiza no Hollywood MGM Theatre, em Las Vegas antecedendo a entrega anual dos Grammy Latinos, no dia 20, a partir das 20:00 locais (05:00, de sexta-feira, na hora continental portuguesa).

Além do criador de “Canoas do Tejo”, recebem igualmente um Grammy de Carreira, por "Excelência Musical", Willy Chirino, César Costa, o Dúo Dinámico, Los Lobos, Valeria Lynch e Ney Matogrosso.

Nesta mesma cerimónia recebem o Prémio do Conselho Diretivo da Latin Academy of Recording Arts and Sciences (LARAS) os músicos André Midani e Juan Vicente Torrealba.
Carlos do Carmo na cerimónia conta discursar de improviso. "Vou deixar falar o coração", disse o fadista, acrescentando que irá discursar em inglês, "pois não seria correto de outra forma, já que a cerimónia é nos Estados Unidos. Falar em português, penso eu, que seria demagógico, mas não invalida que pergunte ao presidente da academia o que ele ache que seja consonante com a cerimónia", rematou.
"O 'Board of Trustees' da Latin Academy of Recording Arts and Sciences decidiu, por unanimidade, atribuir a Carlos do Carmo o “’Lifetime Achievement Award’, galardão que distingue a obra das grandes referências do panorama musical internacional", segundo comunicado da academia.

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Em declarações à Lusa, citadas pelo iOnline, o fadista afirmou: “Num momento de sofrimento como o que o meu povo está a viver, e a minha pátria está a viver, a alegria que possa dar às pessoas, apesar da simplicidade que as coisas têm - isto não lhes mata a fome, nem lhes arranja emprego -, mas que possa dar-lhes uma alegria, já fico muito contente”.

O artista, com uma carreira de 51 anos, recordou, a este propósito, uma quadra que cantou, de autoria de um amigo, cujo nome não lhe ocorreu, mas que, quando a escreveu, vivia no Burkina Faso: “Alvorando a minha voz/Cujo coração pediu/Queria que o fado aquecesse/O meu povo que tem frio”.

O artista afirmou que esta é uma oportunidade para dar a conhecer outros artistas portugueses que, no futuro, podem vir a ser premiados.
“Tudo farei para os novos artistas serem conhecidos, nos contactos que certamente irei ter em Las Vegas, como é meu dever e minha obrigação”, asseverou.
O criador de "Os Putos” afirmou que “muitos [artistas portugueses] irão ganhar [um Grammy], é preciso é darem-se a conhecer”.

 

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Fazendo uma reflexão da sua carreira, Carlos do Carmo, filho da fadista Lucília do Carmo, afirmou: “Corri sempre em pista própria e não em pista de competição, nunca competi, até porque cantar não é o mesmo que correr. Há sempre gostos. Uns gostam mais de A, outros, de B. Isso não quer dizer que A ou B cantem muito bem ou cantem mal, são os gostos das pessoas”.

“Eu fiz este meu caminho que não foi das pedras, mas que considero um caminho sempre saudável e que me levou sempre a ter uma perspetiva de ser solidário com os meus companheiros de profissão. Não me recordo de ter feito uma sacanice a um colega de profissão. E, para esta nova geração, estou de braços abertos”, sublinhou o fadista que citou o seu mais recente CD, em que gravou duetos com novos fadistas, contrariando o projeto da sua discográfica que era de gravar em inglês, francês e espanhol, com grandes estrelas mundiais, adiantou.
O artista disse que, no texto que a LARAS lhe enviou, reparou “o grande relevo dado” ao seu trabalho. "Eles usam uma expressão que eu gosto de usar, que é ‘uma enorme inquietação’, o sair de um sítio inesperado para outro, e para outro, e para outro - ora ir à canção, voltar ao fado, ir ao fado tradicional e, depois, ao não tradicional. E eles acham isso muito saudável - o não parar no tempo, mas manifestando sempre um grande respeito pela raiz”, disse o fadista que sublinhou ser um texto muito bem escrito e por alguém que “esteve muito atento” à sua carreira. Para o fadista, esta apreciação “foi comovente”.
No passado dia 01 de julho, quando foi divulgado que tinha sido distinguido pela Latin Academy of Recording Arts and Sciences (LARAS), Carlos do Carmo recebeu “mais de seiscentos e tal telefonemas de felicitações”, contou o fadista.
“Foi uma coisa tresloucada. A minha mulher apontou os telefonemas, e daí saber este número. Foram muito mais que quando recebi o Goya [em 2008, da Academia de Artes Cinematográficas de Espanha, pela interpretação de 'Fado da Saudade', no filme de Carlos Saura]", recordou.

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Carlos do Carmo disse que, quando trouxer o Grammy Latino, o irá entregar ao Museu do Fado, em Lisboa, onde se encontra também o Prémio Goya: “É um prémio que pertence ao fado, a mim, a todos nós".

O fadista recordou o telefonema que recebeu de Gabriel Albaroa, presidente da LARAS, que lhe disse que, “ao longo dos anos” têm acompanhado o seu trabalha e disse, “sabemos muito bem o que tem andado a fazer”.
“Como no futebol eles têm olheiros, e foram-me vendo a cantar aqui e ali, em Madrid, em Paris, no Rio de Janeiro, e estão a ouvir e a tomar nota, e a comunicar ao júri, isto é eu a cogitar”, disse.
No telefonema que recebeu de Albaroa, o responsável da LARAS, contou Carlos do Camo, rematou afirmando, “humildemente pergunto-lhe se aceita este prémio, honra-nos muito que aceite este galardão”, contou.
Carlos do Carmo não descartou a possibilidade de para este galardão que vai receber, o seu empenho na candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade.
Quanto a projetos, Carlos do Carmo citou o futebolista portista João Pinto: “Prognósticos, só no fim do jogo”. "Só peço a Deus saúde para disfrutar a vida com a minha família e com o meus amigos, mas não estranhe se eu fizer uma loucura um dia destes - não tenho nada na minha mente - mas não estou a dizer que não possa vir a acontecer”, afirmou.
Agendada, tem a estreia, no dia 18 de dezembro, no Cinema S. Jorge, em Lisboa, do filme sobre a sua carreira, realizado por Ivan Dias.
O Grammy Latino de Carreira já distinguiu, entre outros nomes, o brasileiro Roberto Carlos, Mercedes Sosa, Rocío Durcal, Chavela Vargas, Alberto Cortez, Linda Ronstadt, María Dolores Pradera, Toquinho, Hebe Camargo, Juan Carlos Calderón e Luz Casal.

Mariza já foi por duas vezes nomeada para os Grammy Latinos - em 2007, com o CD "Concerto em Lisboa" e, no ano seguinte, com "Terra", ambos na categoria de Melhor Álbum Folk.
A soprano portuguesa Elisabete Matos recebeu o Grammy Latino pelo melhor álbum de música clássica de 2000, na primeira edição destes prémios, pela gravação de "La Dolores", ópera do compositor espanhol Tomás Bretón, que contou igualmente com as interpretações de Plácido Domingo, Tito Beltrán e do maestro Antoni Ros Marbá.

Fotos: C.M.Guimarães/RTP/guitarrasdelisboa.blogspot

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