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A capela dedicada a St.º António, executada por volta de 1635, por vontade de Pedro Machado de Brito, no interior da igreja de S. Roque, em Lisboa, é “a peça em destaque”, este mês, do Museu de S. Roque, informou esta instituição.

Esta capela foi instituída por Pedro Machado de Brito, que teria deixado legado à Companhia de Jesus com instruções para que o seu corpo e de seus descendentes fossem ali sepultados, tendo ficado como sua testamenteira a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, explica Ricardo Máximo, da direção de Cultura da instituição.
"A Misericórdia acordou com os jesuítas que a capela seria dedicada a santo António, que toda a obra seria mandada executar conforme traça das demais já existentes na igreja e que, finalmente, os religiosos se obrigariam a prover a celebração de duas missas quotidianas pela alma de Pedro Machado de Brito e seus sucessores".
A capela "terá sido mandada executar, por volta de 1635, com os rendimentos deixados pelo seu instituidor", e "foi parcialmente destruída pelo terramoto de 1755 e restaurada posteriormente".
O aspeto actual não corresponde, assim à sua traça original, tendo sofrido campanhas de decoração em três fase distintas. Na origem, era idêntica à estrutura clássica e geometrizante da capela-mor, o que leva Francisco Lameira a atribuir o trabalho de talha a Jerónimo Correia, explica Ricardo Máximo.

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Posteriormente, foi redecorada no século XVIII, após o terramoto, e por fim, foi modificada pelo restauro no século XIX.

"As alterações mais acentuadas localizam-se no pano de fundo do retábulo, preenchido com caixotões de características neoclássicas, na boca da tribuna, à qual foi acrescentada renda ao gosto setecentista".
"No remate ou frontão semicircular destacam-se duas figuras de vulto de anjos adultos, que apresentam uma cartela agenciada por pares de anjos meninos"
A escultura de St.º António é “em madeira estofada e policromada do período maneirista” e, do grupo decorativo, fazem parte “anjos de grande dimensão, envolvendo seis pequenos quadros alusivos a milagres do santo taumaturgo”, e duas pinturas de Vieira Lusitano, alusivas à vida do santo.
"O intradorso do Arco incorpora uma carga decorativa barroca, do período final, com molduras irregulares próprias deste estilo agenciadas por anjos de grande dimensão, envolvendo seis pequenos quadros alusivos a milagres do Santo taumaturgo".
Lateralmente, as molduras em pesada talha dourada enquadram duas pinturas setecentista, da autoria de Vieira Lusitano: “Santo António pregando aos peixes” e a “Tentação de Santo António e a visão da Virgem”.
A abobada é pintada em tempera, segundo em esquema neoclássico de seculo XIX.

Fotos:DR/FMS

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