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Capela de Sao Francisco Xavier, Igreja de Sao Roqu

Na Igreja de S. Roque, que foi a casa professa dos Jesuítas, atualmente proprieddae da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), entre as suas diferentes capelas, tem uma dedicada a S. Francisco Xavier, apóstolo da Índia.

“A SCML é detentora de um vasto património arquitetónico religioso, que vai do século XVI aos nossos dias, através de um programa de visitas guiadas pretende-se dar a conhecer esse património”, disse fonte da instituição.
O investigador Ricardo Máximo afirmou que a capela foi instituída em 1634 por António Gomes de Elvas, um nobre de família alentejana, a quem o Rei Filipe I de Portugal (II de Espanha) concedeu brasão de armas.
“A decoração desta capela remonta à primeira metade do século XVII, caracterizando-se por uma composição classicista, sóbria e equilibrada, típica do estilo maneirista [movimento artístico iniciado em Itália que perdurou na Europa dos começos do século XVI à primeira década do século XVII], ainda que se desconheça a oficina responsável pela execução do retábulo”.
O investigador Francisco Lameira, do departamento de História, Arqueologia e Património, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, atribui a autoria do retábulo ao mestre entalhador Jerónimo Correia, que terá também executado os retábulos da capela-mor, e das capela da Sagrada Família e da de Santo António, nesta igreja, "que estilisticamente são semelhantes a este”.
“O retábulo ostenta, ao centro, a escultura do padroeiro da capela, S. Francisco Xavier, em madeira estofada do século XVII, a qual é ladeada por dois pares de colunas coríntias estriadas, com o terço inferior entalhado e dourado, decorado com motivos de inspiração nacional e elementos vegetalistas”.
Duas pinturas laterais, a óleo sobre tela, atribuídas a José de Avelar Rebelo, “histórica e iconograficamente ligadas ao patrono da capela”, completam, a decoração da capela.

Escultura Sao Francisco Xavier.jpg

Uma das pinturas apresenta S. Francisco Xavier a ser recebido pelo Rei D. João III, antes da sua partida para a Índia, e a outra, S. Francisco Xavier despedindo-se do Papa Paulo III.

“A balaustrada é em madeira de jacarandá, com ornamentos em mármore cinzento”, e no pavimento, em calcário branco e mármore negro, está uma inscrição atestando que a capela “é de Luiz Roiz de Elvas”, irmão do instituidor e responsável por a ter concluído em 1635.
A origem da atual Igreja de S. Roque, ao Bairro Alto, em Lisboa, é uma ermida em honra de S. Roque, mandada construir pelo Rei D. Manuel I, que reinou de 1495 a 1521, para receber uma relíquia daquele santo, vinda de Veneza.
São Roque, segundo a crença católica, é o santo defensor das pestes, epidemia muito frequente até ao século XVII.
A ermida foi erguida junto a um cemitério, que existia no local, para os mortos pela peste e, em 1553, foi concedida à Companhia de Jesus a sua posse, procedendo-se, doze anos mais tarde, à construção da Casa Professa e da Igreja de São Roque, sede da Ordem em Portugal, atualmente propriedade da SCML, fazendo parte do seu museu.

Fotos: SCML/FMS

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