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Camané e Ricardo Ribeiro fazem parte da programação da Temporada 2016/17 da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), que volta a assentar em três eixos centrados na música Barroca, na Clássica e na Sinfónica.
Cada um dos eixos apresenta-se num espaço concreto em Lisboa: a Temporada Barroca, no Palácio Foz, a Clássica, no Teatro Thalia, e a Sinfónica, no Centro Cultural de Belém (CCB), a par de outros projetos como o Ateliê de Ópera, que tem tido “uma procura cada vez maior”, como afirmou Pedro Amaral, diretor artístico da Metropolitana, na apresentação da temporada, segundo o CM e o DN.
O ateliê preenche uma lacuna no ensino artístico, que treina principalmente os cantores para a interpretação de ‘lieder’ e não dá a possibilidade de “dar palco”, o que acontece com o ateliê, disse o maestro.
Segundo Amaral, “a procura foi superior às expectativas”, tendo-se apresentado, na anterior edição, seis candidatos para cada personagem.
Nesta quarta edição, o ateliê irá apresentar “A clemência de Tito”, de Mozart, que estará em cena em janeiro, no CCB. e no Fórum Luísa Todi, em Setúbal.
Outro projeto destacado por Pedro Amaral foi a Integral das Sinfonias de Beethoven, que é apresentada em setembro, durante quatro dias seguidos, em Setúbal, no Fórum Luísa Todi, e em Lisboa, na praça do município, e em outubro, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
O maestro realçou “o exercício de fôlego” da orquestra, para executar este projeto, sob a sua direção, e, segundo informação da OML, a última oportunidade de escutar a integral, em quatro dias seguidos, em Portugal, ocorreu em 1973, nos Coliseu dos Recreios, em Lisboa, pela Royal Philharmonic Orchestra, sob a batuta de Yuri Ahronovich.
A temporada barroca decorre de novembro próximo a junho de 2017 e, dos nove concertos previstos, Amaral destacou a integral dos concertos para Dois Cravos, de Bach, com os cravistas Aapo Hakkinen e Marcos Magalhães, o concerto de Páscoa, com o Coro Voces Caelestes, que inclui no programa duas cantatas de Bach, e o da OML, sob a direção de Marcos Magalhães, que inclui peças de Lully, Rebel e Rameau. Referindo-se a este concerto, Pedro Amaral afirmou que os compositores do Barroco francês têm notações específicas, que Marcos Magalhães vai trabalhar com a orquestra.
Da Temporada Clássica, Amaral realçou a integral dos concertos para Violino de Mozart, em janeiro de 2017, em que serão solistas quatro alunos da Metropolitana, todos do professor Aníbal Lima, que celebra 50 anos de carreira, “e que, desta forma, é homenageado”. Os solistas são Vítor Vieira, Juan Maggiorani, Ana Pereira e José Teixeira.
Desta temporada, destaca-se ainda a estreia da peça de Sérgio Azevedo, “Giochi di ucceli” (“Jogos dos pássaros”, em tradução literal), para flauta e orquestra, com Nuno Silva como solista.
A Temporada Sinfónica totaliza sete concertos, e abre no próximo dia 25 de setembro, no CCB, com a OML dirigida por Pedro Amaral, sendo solista Artur Pizarro, artista associado da temporada e professor convidado na academia da Metropolitana, com um programa que inclui uma peça de Ana Seara, Prokofiev e Beethoven.
Pizarro encerra esta temporada, em junho, com “O piano de Liszt”, em que irá tocar, num piano do compositor, os dois concertos deste para piano e orquestra, com a OML, sob a batuta de Adrian Leaper.

 

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Camané apresenta-se com OML no Teatro Municipal S. Luiz, em março próximo, “num projeto muito especial”, disse Pedro Amaral, sem adiantar pormenores.
Outro fadista que participa na temporada é Ricardo Ribeiro, a quem Pedro Amaral não poupou elogios, e a quem se referiu como “fadista supremo, com uma incrível precisão de entoação e afinação”.
“Parece que estudou com [a soprano] Maria Callas”, disse Pedro Amaral, tendo afirmado que Ricardo Ribeiro “tem capacidade de cantar ritmos completos”.
“É uma interpretação de outro mundo”, rematou.
Ricardo Ribeiro irá estrear, em novembro, a “Toada de Portalegre”, de José Régio, numa composição do libanês Rabih Abou-Khalil, com a OML sob a direção de Jan Wierza.
Pela terceira vez o maestro Sebastian Pertowski dirige o Concerto de Ano Novo, constituído por valsas, polcas e marchas. “Pertowski é uma estrela deste repertório”, disse Amaral, revelando que, pela primeira vez, o Concerto será também apresentado no Coliseu do Porto, um novo parceiro da OML, onde a orquestra voltará a apresentar-se no decorrer desta temporada.

 

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Maestro Pedro Amaral.

Nesta Temporada 2016/17, a OML toca em 12 dos 16 concelhos que compõem a área metropolitana de Lisboa, disse António Mega Ferreira, diretor executivo da Associação Música, Educação e Cultura (AMEC), que tutela a Metropolitana.
A temporada, orçada em 280 mil euros, tem cerca de cem concertos e, como artistas associados, tem o ilustrador André Carrilho e o pianista Artur Pizarro, que atualmente é professor convidado da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), sob tutela da Metropolitana, e que participará em cinco projetos, desde logo como solista, no concerto de abertura, no dia 24 de setembro.
No concerto inaugural da temporada, no Centro Cultural de Belém, Artur Pizarro, com a OML, sob a direção de Pedro Amaral, interpretará o Concerto para piano e Orquestra N.º 3 de Prokofiev, num programa que inclui “Le foncé ciel de la nuit glacée”, de Ana Seara, e a Sinfonia n.º 5 de Beethoven.
Esta temporada celebra, em 2017, os 25 anos da OML, e coincide com o fim de mandato, a 31 de dezembro, da atual administração liderada por António Mega Ferreira, tendo como diretor artístico e pedagógico o maestro Pedro Amaral.
Questionado sobre uma possível continuidade, Mega Ferreira afirmou: “o meu mandato termina a 31 de dezembro deste ano, ponto final”. Para continuar, Mega Ferreira coloca algumas “condições mínimas de funcionamento” e faz questão de manter Pedro Amaral, também em fim de mandato, como diretor artístico.
Mega Ferreira começou por afirmar que a temporada 2016/17 “fecha um ciclo”, mas espera “a sua continuidade com a recondução de Pedro Amaral”.
Fazendo um balanço o responsável afirmou: “Ainda não passámos a barra, mas estamos a entrar em velocidade cruzeiro”.
“A situação [da AMEC] hoje é mais saudável, seguramente, da que existia quando presidia [o maestro] Cesário Costa, que fez um corte salarial de 20%”, por outro lado as dívidas à Segurança Social e à Autoridade Tributária foram renegociadas, o que permitiu à associação “passar de um pagamento mensal da dívida de 40.000 para 12.000 euros”, e ir repondo os valores salariais que foram cortados em 2012.
Mega Ferreira reconheceu que Cesário Costa foi obrigado a fazer esses cortes, e que “essa almofada salarial” criada foi “essencial” para a “gestão de emergência”, com que se confrontou.
Ainda segundo o responsável tem-se “registado um aumento médio do público” - embora não tenham sido citados números -, e aumento de matrículas nas escolas, que passaram de 80, no ano escolar anterior, para 101, no atual.
Pedro Amaral, por seu turno, mostrou-se “disponível para continuar” com a atual equipa, e afirmou que foi “um privilégio assumir esta função”.
O maestro disse que, em 2013, quando a atual equipa assumiu funções, encontrou “uma orquestra em estado de desgaste, desmotivada e que, atualmente, toca robustamente e se multiplica em vários projetos”.
Mega Ferreira e Pedro Amaral afirmaram estarem já a trabalhar na temporada de 2017/18.
Quanto à temporada de 2016/17, entre outros destaques, Pedro Amaral referiu a “provável estreia em Portugal” da Sinfonia n.º 3 de Franz Berwald, compositor sueco que qualificou como um “génio singular", em fevereiro, pela OML, sob a direção de Emilio Pomàrico, e a Sinfonia n.º 14 de Dimitri Schostakovich, que “é raramente tocada”.

Fotos: SapoMusica.pt/GazetadosArtistas

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