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Camané atua na próxima quinta-feira, dia 05 de março, com a National Symphony Orchestra dos Estados Unidos, no Kennedy Center, em Washington, na abertura de uma digressão por sete palcos da América do Norte.

O concerto do fadista insere-se na mostra cultural "Iberian Suite: Arts Remix Across Continents", de âmbito mais vasto, dedicada à criação contemporânea de Portugal, Espanha, da América Latina e de países lusófonos, que decorre de 03 a 24 de março, naquela cidade.
Depois da capital federal norte-americana, o fadista, que nesta digressão é acompanhado pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Paulo Paz, no contrabaixo, canta no dia 07 de março, no Theatre Zeiterion, em Bedford, no Estado de Massachusetts.
O criador de “Sei de um rio” (de Pedro Homem de Mello e Alain Oulman) atravessa em seguida a fronteira para atuar no Canadá, onde, no dia 13, sobe ao palco do Winter Garden Theatre, em Toronto, e, no dia seguinte, ao do Theatre Outremont, em Montreal.
No dia 15, novamente em território dos Estados Unidos, Camané canta no Prudential Hall, em Newark, no Estado de Nova Jérsia. Quatro dias mais tarde, a 19, o intérprete de “Ai, Margarida” (Álvaro de Campos e Mário Laginha) atua no Miner Auditorium, no âmbito do Festival de Jazz de San Francisco, na Califórnia.
Antes de regressar a Lisboa, Camané regressa ao Canadá para cantar, no dia 20, no Kay Meek Center, em Vancouver.
Camané, já distinguido com três prémios Amália, entre os quais o de Melhor Intérprete, está a preparar um novo álbum. Ainda em março, no dia 27, atua na capital turca, no Ankara Palas.
Camané, de 47 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como “Grande Noite”, “Maldita Cocaína” e “Cabaret”.
Em 1995, com o CD “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, iniciou uma parceria regular com o músico José Mário Branco, como produtor, que se mantém até hoje.
Em 1998, editou “Na Linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano e que inclui fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”. Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.
Ao longo da carreira, até este ano, entre álbuns de estúdio, gravados ao vivo e um em que fez uma primeira compilação do seu repertório, “The art of Camané — The prince of fado”, editado em 2004 pela Hemisphere, o fadista soma 12 álbuns, excluindo os discos gravados na juventude.
Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou canções de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

 

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