Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




5532876.jpg

Um encontro de fadistas e uma homenagem ao guitarrista António Parreira realizam-se, no sábado, no Café Luso, em Lisboa, no âmbito das celebrações do quinto aniversário da distinção do Fado como Património Imaterial da Humanidade.

“Este convívio, em que prestamos homenagens a alguns nomes, tornou-se uma tradição, Este ano, por exemplo, destacamos o guitarrista António Parreira”, disse à Lusa fonte da organização.
António Parreira, de 70 anos, é atualmente professor de guitarra portuguesa no Museu do Fado e editou, em maio último, um CD com os seus dois filhos, Paulo e Ricardo, “Guitarra portuguesa por António, Paulo e Ricardo Parreira”, que “apresenta guitarradas tradicionais, revisitando a tradição e homenageando os seus grandes intérpretes”, disse à Lusa António Parreira, que toca há 40 anos.
Em março de 2014, o músico publicou “O livro dos fados – 180 Fados Tradicionais em partituras”.
Em declarações à Lusa, António Parreira realçou o papel daqueles “menos visíveis, mas não menos brilhantes” no universo fadista, que sendo menos conhecidos do grande público “são indispensáveis para a criação fadista”, cita o BeiraNews.
“A guitarra portuguesa faz parte da cultura portuguesa, e esta não se constrói somente pelo relevo dos protagonistas mediáticos, é também suportada pelas figuras menos conhecidas do grande público, talvez mais discretas, mas não menos brilhantes, e que trabalham para manter as nossas tradições, para continuarmos o amanhã”, afirmou António Parreira.
“Há que manter o respeito pela autenticidade da herança que estas grandes mestres, como Armandinho, e outros, nos passaram”, acrescentou.
No ano passado, O Luso homenageou o fotógrafo Álvaro da Silva Resende, conhecido no meio fadista como “o Barão”, que morreu em 2005.
Em 2014, foi homenageada a fadista Maria Amélia Proença, de 78 anos, tendo sido descerrada uma lápide naquela espaço, que é apontado como “a catedral do fado”.
No convívio fadista de sábado à noite, participam, entre outros, os fadistas Marina Rosa, Augusto Ramos, Hugo Prazeres, Teresinha Landeiro, Liliana Martins, Filipa Carvalho, Liana, Filipa Tavares e Sérgio Silva, e os músicos António Barbosa (violinista), Fernando Costa (baixista), Bruno Chaveiro e António Martins (guitarristas) e Miguel Costa (violista).

 

mw-1024.jpg

 

O Café Luso abriu portas em 1927, na avenida da Liberdade, em Lisboa, e, em 1939, passou a ocupar as cocheiras e celeiro de um antigo palácio do século XVII, na travessa da Queimada, no Bairro Alto.
Em 1932, o jornal Guitarra de Portugal noticiava “a fama extraordinária do Café Luso, [cujos] créditos que o assinalam, já o consagram como sendo a melhor casa de recreio e de fado de todo o país” e referia que reunia "os mais afamados nomes".
Amália Rodrigues (1920-1999) e Cidália Moreira foram duas das fadistas que gravaram um álbum, com público, no Café Luso, que foi também cenário de várias transmissões radiofónicas, palco de diversos concursos de fado.
O fado foi proclamado, a 27 de novembro de 2011, Património Imaterial da Humanidade pelo VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura, que reuniu em Bali, na Indonésia. A candidatura portuguesa foi considerada exemplar pelos peritos da UNESCO.

Fotos: DR/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter