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BraseiradeMafra.JPG

Braseira do “Fogo Novo do Sábado Santo”, da Basílica de Mafra, está exposta no núcleo de Arte Sacra do Palácio Nacional de Mafra, depois do restauro cuVenerável steado pela Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra.

A braseira do Fogo Novo “é uma das mais singulares do país”, afirma a Real e Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra, que custeou o restauro, referindo que a braseira é constituída por um corpo, um prato e uma trempe.

“O corpo bojudo e gomado, em latão, tem duas asas laterais, decoradas por grandes mascarões, e assenta em três pés em garra e esfera. O prato, igualmente em latão, onde assentam as brasas, tem também duas asas. A trempe de madeira é decorada com elementos geométricos relevados e uma policromia com efeito marmoreado”, explica.

Segundo a irmandade, a utilização da braseira “terá sido intensa, pelas várias intervenções posteriores a que esteve sujeita, principalmente a trempe que foi repolicromada três vezes”.

“O seu estado de preservação era mau e os elementos metálicos encontravam-se muito oxidados e as camadas de verniz e de cera muito escurecidas. A trempe de madeira tinha a falta de vários elementos, o destacamento de outros, as suas camadas cromáticas em destacamento grave e toda a superfície coberta por uma camada de fuligem e sujidade muito aderente, enquanto o prato apresentava manchas de duas tonalidades, com óxidos de cobre negros e castanhos”, adianta aquela entidade.

Por iniciativa da irmandade, em colaboração com o Grémio Literário, a braseira “foi tratada, pelo ateliê Santo André – Conservação e Restauro de Bens Culturais, tendo o tratamento seguido uma linha essencialmente conservativa, isto é privilegiou as operações de conservação em relação às de restauro, tal como dita atualmente a ética e a teoria da área, tendo uma especial a atenção ao facto de pertencer a um espaço museológico”.

“Mesmo que venha a ser utilizada por empréstimo na Vigília Pascal, não deixa de ser uma peça museológica”, realça a irmandade, recomendando que para este efeito seja "executado num outro prato", já que a "reutilização da braseira do Fogo Novo do Sábado Santo não coloca em causa a sua instabilidade química e física".

 Foto: RVISSM/FMS

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