Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Dom_Albino.jpg

 

 

A obra “D. Albino Cleto. Memórias de uma vida plena”, de José António Santos, traça o percurso biográfico do eclesiástico, que foi bispo de Coimbra, e deixou “um rasto de bondade”, como afirma o atual titular da diocese conimbricense.

D. Virgílio Antunes, atual Bispo de Coimbra, afirma no prefácio da obra, com a chancela da Paulinas Editora, que é raro encontrar-se pessoas que deixem atrás de si um rasto de bondade que permaneça na "memória daqueles com quem partilharam a grandeza do seu coração”, como é o caso de D. Albino Cleto (1935-2012).
O jornalista José António Santos, que o conheceu e foi seu discípulo, como revela na obra, tendo-se “cruzado” no Círculo Juvenil da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, decidiu escrever a sua biografia, não conforme às “metodologias da historiografia”, que reserva aos historiadores, mas com base em “critérios jornalísticos, no procedimento da recolha da informação documental e de testemunhos orais, análise e cruzamento de fontes”, e “a memória e conhecimento pessoal”.
José António dos Santos aponta como fundamental o acesso às agendas pessoas de D: Albino Cleto, onde registava tudo, desde a sua ordenação presbiterial, em agosto 1959, pelo Cardeal-Patriarca D. Manuel Cerejeira, até ao fim da vida.
Há todavia, hiatos - “não aprecem no espólio” as agendas relativas aos anos de 1990 a 1992 e de 2011.
Para o atual Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, “a publicação desta biografia, no Ano Santo da Misericórdia, é uma feliz coincidência, a que também podemos apelidar de sinal indicador da sua figura, como exemplo e testemunho da misericórdia de Deus encarnada na vida do homem, do cristão e do Bispo”.
Reconhecendo que a biografia é “marcada pelo tom da amizade de um dos seus admiradores”, o atual bispo de Coimbra afirma que “verbaliza” o silêncio de “uma multidão de homens e mulheres”, que conheceram D. Albino Cleto, e traça o “caminho de um homem de Deus, que passou pelo mundo fazendo o bem”.
A obra segue cronologicamente o percurso de D. Albino Cleto, dedicando um capítulo às suas origens, família, e ao despertar da vocação.
"Os nove capítulos da obra revelam muitos detalhes, até agora desconhecidos, da vida, ação apostólica e espiritualidade do prelado, que foi Bispo auxiliar de Lisboa durante 15 anos – de 1983 a 1997 –, e Bispo de Coimbra entre 2001 e 2011, além de ter desempenhado vários cargos na Conferência Episcopal Portuguesa, de que foi secretário e porta-voz", afirmou à Lusa fonte da Paulinas Editora.
D. Albino Mamede Cleto, que foi o 65.º Bispo de Coimbra, nasceu em Manteigas, junto à serra da Estrela, e, em 1947, decidiu ingressar no Seminário de Santarém.
O segundo capítulo, cronologicamente, vai de 1947 a 1959, aborda os estudos nos seminários de Santarém, Almada e Olivais, as férias em Manteigas e o retiro antes da ordenação.
O terceiro capítulo abrange 23 anos de D. Albino Cleto como padre, nomeadamente nas paróquias da Lapa e Santa Isabel, em Lisboa, até ser nomeado Bispo-auxiliar de Lisboa, facto que abre o capítulo seguinte, no qual é traçado o seu percurso como coadjutor do Cardeal D. António Ribeiro.
Ao sair de Lisboa, nomeado Bispo coadjutor de Coimbra, segundo o autor, D. José Policarpo, então também Bispo-auxiliar, afirmou em nome do Cardeal-Patriarca, que, “se os critérios pastorais fossem humanos ou de empresa, tudo teria sido feito para impedir a saída de D. Albino”.
De 1998 a 2001, foi Bispo coadjutor de Coimbra, período abordado no quinto capítulo, e, finalmente, os dez anos como bispo de Coimbra, de 2001 a 2011, que ocupam o sexto capítulo, e no qual é citada uma passagem das suas agendas, em que refere uma visita à carmelita Lúcia, vidente de Fátima.
D. Albino Cleto escreveu, a 05 de fevereiro de 2005: “Visitei hoje, uma vez mais, a Irmã Lúcia, que se vai apagando no leito da sua cela”. A carmelita morreu a 13 de fevereiro desse ano.
O ano de 2011, como administrador apostólico da diocese, ocupa um novo capítulo, e o 9.º e último é dedicado a D. Albino Cleto, como Bispo emérito de Coimbra, até à sua morte, no dia 15 de junho de 2012.
A obra de José António Santos inclui ainda um capítulo com excertos de entrevistas do clérigo, uma detalhada cronologia.
A biografia é abundantemente ilustrada com fotografias que documentam desde momentos oficiais e religiosos, a outros mais descontraídos, entre colegas ou em família.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter