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O Palácio Galveias reabriu no dia 10 de Junho, depois de 2,5 milhões de euros de obras, com novas valências, cinco salas de leitura, salas multiusos, uma sala polivalente e um 'lounge', disse a vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa.

Encerrado desde 2015, o espaço da biblioteca terá agora uma área de 2.000 metros quadrados, com 332 lugares sentados, contra os 110 de que dispunha antes, e irá funcionar no mesmo horário, acrescentou Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, noticia a agência Lusa, cita a RTP.
O investimento de 2,5 milhões de euros foi repartido por 1,9 milhões em obras no edificado e 600 mil euros em equipamento, indicou.
Segundo a vereadora, antes das obras, a biblioteca contava com 600 utilizadores por dia.
Prestes a fazer 86 anos, que completará a 05 de julho, a biblioteca do Palácio Galveias conta agora com 121.500 documentos dos 141.000 de que dispunha antes das obras. Os restantes - quase 19.500 documentos - foram, entretanto, repartidos por outras bibliotecas da rede municipal de Lisboa.
Com “mais luz, mais moderna e dotada de mobiliário de design”, este é um espaço que Catarina Vaz Pinto quer de aprendizagem ao longo da vida, como se pretende das bibliotecas modernas, um espaço que possa funcionar fora de horas, com condições para a realização de acontecimentos, como apresentação de livros, mesmo fora das horas em que está aberta, referiu Catarina Vaz Pinto.
Computadores para acesso à internet, uma loja das bibliotecas, dois balcões de empréstimo de livros, uma máquina de auto-empréstimo, que permite devolver documentos fora da hora de expediente, e um sistema de inventariação de documentos por barra magnética são outras das ofertas de que o novo espaço dispõe.
Segundo a vereadora, este sistema de inventariação, bastante dispendioso e que existe apenas na Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian e na de Loures, permite ainda detetar se os documentos estão ou não bem arrumados.
O Palácio Galveias tem ainda previsto lançar um processo de aprendizagem para os sem-abrigo, que possa envolver a elaboração de currículos, entre outras atividades.
No dia da reabertura, foi descerrada uma lápide em homenagem à mentora do Plano Nacional de Leitura, desde 1998, Maria José Moura, uma das pessoas “que mais fez em Portugal para que as bibliotecas fossem locais abertos ao público e não locais eruditos”, observou a vereadora.
No mesmo dia foi assinado o protocolo de adesão da Câmara Municipal de Lisboa à rede de leitura pública.
Em 1986, a pedido da então secretária de Estado da Cultura, Teresa Gouveia, Maria José Moura, da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, com Teresa Calçada, Pedro Vieira de Almeida e Joaquim Macedo Portilheiro, do antigo Instituto Português do Livro, criaram as bases de uma rede nacional de bibliotecas públicas municipais, que conta atualmente com mais de 200 equipamentos, em todo o país.

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A biblioteca do Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, uma das nove ‘bibliotecas-âncora’ das 17 que compõem a rede municipal de Lisboa, é a maior da rede em termos de acervo, ainda que a de Marvila seja maior em área física.

Como em qualquer biblioteca moderna, Catarina Vaz Pinto pretende que a das Galveias seja também um “catalisador da economia”, razão pela qual refere que pode vir a ser utilizada para atividades que estimulem a economia.
O jardim da biblioteca manterá o quiosque existente naquele espaço, que ainda não está concessionado, mas privilegiará alguém que também assuma programação para o local.
Os pavões é que não voltam a passear-se pelos jardins do Palácio Galveias. As aves passeiam-se agpra nos jardins do Palácio Pimenta, onde se instalou o Museu de Lisboa, ao Campo Grande. Os pavões refugiavam-se nos túneis do parque de estacionamento vizinho, no Arco do Cego, e causavam acidentes, segundo a vereadora da Cultura.

A Câmara de Lisboa investiu 8,3 milhões de euros na recuperação, renovação e construção das bibliotecas da capital, desde 2010, segundo dados da autarquia, que somou 4.691.588 utilizadores destes equipamentos, no mesmo período, noticiou a agência Lusa, cita o Observador.
A rede de leitura de Lisboa envolve 18 bibliotecas, entre as geridas pela câmara e as que são geridas por juntas de freguesia, sendo as bibliotecas de Marvila, Espaço Cultural – Cinema Europa, em Campo de Ourique, e de Alcântara (ainda por abrir), as três construídas e equipadas de raiz, durante os dois últimos mandatos da Câmara de Lisboa.
Sete é o número total de bibliotecas recuperadas e renovadas: Camões, Belém, Penha de França, Orlando Ribeiro, em Telheiras, Coruchéus, em Alvalade, além do Palácio Galveias e da Hemeroteca, nas Laranjeiras.
As bibliotecas geridas pela Câmara totalizam onze: Belém, Camões, Coruchéus, Marvila, Orlando Ribeiro, Palácio Galveias e Penha de França, assim como a Biblioteca-Museu República e Resistência, perto da Cidade Universitária, a Biblioteca Por Timor, em São Bento, o serviço da Biblioteca Itinerante e a Hemeroteca Municipal, nas Laranjeiras.
As bibliotecas geridas por juntas de freguesia cifram-se em sete: David Mourão-Ferreira, no Parque das Nações, Maria Keil, no Lumiar, Natália Correia, em Carnide, São Lázaro, em Arroios, assim como as bibliotecas dos Olivais, da Estrela e o Espaço Cultural - Cinema Europa, em Campo de Ourique.
De acordo com dados da Câmara, entre 2013 e 2016 o número de utilizadores do serviço de empréstimos de bibliotecas totalizou 144.459, enquanto os documentos emprestados ascenderam a 2.454.003. O número de páginas consultadas na hemeroteca digital foi de 37.460.509.

Fotos: DR/FMS

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