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No Museu Nacional de Etnologia (MNE), em Lisboa, está patente uma mostra sobre as artes de pesca nas comunidades piscatórias continentais, com base numa investigação do antropólogo Luís Martins.
A exposição, com base na investigação no terreno a partir de 2004, por Luís de Martins, articula-se com a coleção dos anos 1960, já existente no museu, explicou à Lusa fonte da instituição.
“A recolha procurou preencher a maior diversida de de artefactos e tipos de materiais, técnicas, processos e funcionalidades, sendo o foco da exposição os objetos dos pescadores, tentando-se traçar o mapas das pescas, do ponto de vista das soluções encontradas pelos pescadores, tentando perceber o que mudou”, disse a mesma fonte, que referiu que "há uma drástica diminuição do número de pescadores, relativamente às décadas de 1960 e 1970, em Portugal, o que se reflete nos modos de socialização e produção das respetivas comunidades piscatórias”.
Apesar das mudanças, a pesca “ainda é feita com muito esforço humano, continuando a ter um forte pendor artesanal, havendo processos industrializado da apanha ou de lançamento das redes”.
Intitulada “Artes de Pesca: Pescadores, Práticas, Objetos Instáveis”, o “fio condutor da exposição é também uma proposta de classificação para as artes de pesca, tomando em conta outras já produzidas por diferentes autores e instituições”.
Os visitantes poderão ver diferentes tipos de redes, flutuadores, um barco da região norte, algum material apreendido pelas respetivas capitanias, como fisgas ou redes de malha muito apertada que são ilegais para determinadas espécies, e ainda alguns objetos que “só perdurarão na memória, como a última rede específica de pesca da tainha da ria de Aveiro”.
A exposição tem uma forte componente videográfica com registos de vários eventos ligados à pesca, quer sobre a organização do trabalho, quer as festas e celebrações
“A humanidade das práticas de pescas e a compreensão dos seus contextos sociais e organização do trabalho estão expressas nas filmagens feitas durante os anos de pesquisa, observação e constituição da coleção”, explicou a mesma fonte.
No tocante às celebrações, a mesma fonte afirmou que “cada vez mais são raras, havendo ainda algumas, nomeadamente de agradecimento, nas procissões, assim como as caldeiradas coletivas ou a queima de barcos no fim da época, como a que se registou, no Barreiro, no ano passado”.
Todavia, este pendor de festa “já é quase um resquício e, em comunidades maiores da pesca como Peniche e Nazaré, já quase nada acontece”, disse a mesma fonte.
“O antropólogo Luís Martins teve ainda a preocupação de fazer um acompanhamento fotográfico de cada um desses pescadores, desde meninos até à velhice, através das respetivas Cédulas Marítimas. Esta profissão foi das primeiras a ter uma registo oficial, pelo que permite esse acompanhar, vendo os traços duros nas fotos de fim de vida reveladores de quão dura é a profissão”, disse.
A exposição, com cerca de 200 objetos, sublinhou a mesma fonte, surge “em estreita relação com um grande número de pescadores, de muitos locais da costa continental, associações e instituições que intervêm no domínio das pescas”.
A exposição inclui ainda uma cenografia de Manuela Jardim que “esculpiu, com redes de pesca, vários peixes da costa portuguesa como a sardinha, carapau, tainha, robalo e pescada, entre outros”.

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