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António Laranjeira, que no domingo, dia 27, apresenta o seu álbum, “Luz”, no Porto, defende “um fado que saia do registo fatalista e dos poemas pesados”.
“O fado é do povo e deve ser cantado com alegria e bem-disposto. Quero um fado que saia do registo fatalista e dos poemas pesados, pretendo um fado mediterrânico, mais virado para a claridade do país e uma mensagem mais positiva”, disse António Laranjeira à Lusa.
“Luz”, constituído por 15 temas, maioritariamente da sua autoria, é o terceiro álbum do fadista, que o apresenta no domingo, dia 27, às 17:00, na FNAC de Santa Catarina, no Porto, acompanhado pelos mesmos músicos com quem gravou, Armindo Fernandes, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, Francisco Gaspar, na viola baixo, e Susana Castro Santos, no violoncelo.
“Para mim, é essencial a verdade, e não prescindia dos músicos com quem gravei para apresentar um trabalho que é, afinal, de todos nós”, disse o fadista, que reconhece neste seu terceiro álbum “influências trazidas de outras paragens musicais, nomedamente do Mediterrâneo e de Cabo Verde, algumas delas vindas através dos músicos”.
“O fado deixou de ser só nosso, é universal, logo tem contribuições do mundo”, defendeu.
Entre outros, fora do registo fadista, refira-se “Não prendas os teus olhos”, de Laranjeira e Rogério Ferreira, e a morna “Olhos de amor”, de autoria, letra e música do fadista.
António Laranjeira salientou no CD a presença de “dois nomes maiores da arte fadista”: Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro.
De Amália, canta “Menina da saia verde”, com música de Manuel Reis, um poema de autoria da fadista, que nunca o gravou. “É a minha homenagem, como se homenageasse minha mãe”, disse.
De Alfredo Marceneiro, escolheu três melodias tradicionais, entre elas, o Fado CUF, em que canta “Invicta”, um poema de sua autoria, e o Fado Menor em Versículo, em que gravou “Amor meu”, de Marla Amastor.
“É o maior criador de melodias, o meu compositor de eleição, apesar de haver outros grandes como o Armandinho ou o Joaquim Campos. As melodias de Marceneiro foram cantadas por todos os grandes, designadamente Amália, e continuam hoje no repertório de todos os fadistas”, afirmou.
Além de Alfredo Marceneiro, o fadista gravou na melodia tradicional da "Lenda das Rosas", do guitarrista José António Sabrosa, o tema “Lenda do Amor” e, na composição “Negro Ciúme”, de Raul Ferrão, o tema “Vamos em frente”.
Laranjeira salientou “o cuidado tido na seleção de poemas, e músicos que garantissem uma qualidade além do fado, pois é um disco muito ‘world music’”, e incluiu aquela que será “das últimas composições do guitarrista Manuel Mendes”, falecido em 2009 - na melodia escolhida gravou “Minha mãe, mãe Maria”, um poema de sua autoria.
Além dos poemas de sua autoria, apesar de não se considerar um poeta de fado e "apenas escrever umas coisas que as pessoas gostam e alguns fadistas gravam, como Ana Moura, Carolina, José Manuel Barreto", distinguido este ano com o Prémio Amália Intérprete, António Laranjeira gravou aquela que apontou como “talvez das últimas produções de Vasco Graça Moura [falecido em abril último] para fado, intitulada 'O fado dos trevos', com uma composição de Manuel Reis, e que abre o CD", editado pela Ovação.
O álbum conta com a participação especial de Pedro Barroso, que assina o tema "Porto Antigo", que corresponde à atual região de Cinfães do Douro, de onde o fadsita é natural. O contacto com o músico, que também dá a voz, foi "um cruzamento da vida, através da violoncelista Susana Castro Santos".

Foto: Ovação/FMS

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