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A obra “Almada Negreiros, um percurso possível. Um guia temático da presença de Almada Negreiros na cidade de Lisboa”, de Maria Augusta Maia, revista e ampliada, editada pela INCM, assinala a presença deste artista na capital.

José de Almada Negreiros (1893-1970) é uma “figura incontornável do movimento modernista português”, que se destacou “tanto em termos estéticos como no enriquecimento do património arquitetónico da cidade de Lisboa, onde cresceu e viveu grande parte da sua vida”, escreve a autora na introdução do ensaio, que reproduz várias obras do artista plástico e escritor, nomeadamente os seus autorretratos, incluindo um de 1925, num grupo de amigos.
São várias as manifestações de obra pública de Almada Negreiros, que desenvolveu ao longo de cinco décadas, e que “acompanharam o ritmo de desenvolvimento do panorama citadino com a sua visão e forma de expressão únicas”, escreve Maria Augusta Maia.
“É através destes pressupostos que se procurou conceber uma reedição revista e ampliada — e substanciada em edição bilingue (português/inglês) — da obra homónima editada em 1993, pelo então [Instituto Português do Património Arquitetónico] IPPAR e pela [Imprensa Nacional-Casa da Moeda] INCM”, que volta a chancelar esta reedição “atualizada por uma nova recolha e produção fotográfica, bem como pela inclusão de novos elementos alusivos a obras de homenagem a Almada, ajustando-a ao hiato temporal que separa ambas as edições e ampliando também o espetro do público abrangido por este guia”.
A autora salienta “o percurso singular deste autor referente à sua obra pública visível em Lisboa e, simultaneamente, a um conjunto de monumentos ou estruturas que celebram e evocam a presença e intervenção de Almada na cidade”.
A obra de Almada é apresentada pela autora no contexto artístico internacional e não surge individualizada no âmbito nacional dos “modernistas” nem da chamada “Geração Orpheu”, da qual, entre outros, fez também parte Armando Côrtes-Rodrigues, Santa-Rita Pintor e Fernando Pessoa, que o próprio Almada retratou em duas telas.
A autora realça que Almada Negreiros, juntamente com outros modernistas, insurgiu-se “contra o snobismo decadentista, superficialmente intelectualizado”.
Até 1927, Almada Negreiros recebeu encomendas para obras destinadas a edifícios como os da Alfaiataria Cunha, d’A Brasileira do Chiado e do Bristol Club, junto ao Rossio.
“Paralelamente, consolida a finura do traço e o alongado da figuração. Enquanto isso, acende, com Fernando Pessoa, entre outros, a chama da ‘Geração de Orpheu’”, grupo que se inspirou ”na narrativa lendária daquele herói mortal, capaz de descer aos infernos para salvar a amada, filho de uma musa e de um príncipe grego e cuja lira melodiosa arrastava consigo as arvores e os animais selvagens da floresta”.

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