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Académico de mérito Guilherme d'Oliveira Martins

O ex-presidente do Tribunal de Contas Guilherme d’Oliveira Martins abre, na próxima quarta-feira, o período de sessões da Academia Portuguesa da História (APH), que se prolonga até 28 de junho.

Além destas, a APH realiza, na primeira semana de julho, o IV Curso de Verão, no âmbito dos estudos históricos sobre Lisboa, este ano dedicado à recém-criada Freguesia de Campo de Ourique, que resultou da junção das antigas juntas de freguesia de Santa Isabel, criada em 1741, e de Santo Condestável, constituída em 1959.
Na próxima quarta-feira, Guilherme d’Oliveira Martins, "académico de mérito", abre as sessões com uma palestra sobre “o regimento de vedores da Fazenda de 1516, dos antecedentes às consequências”.
A transcrição deste regulamento foi recentemente publicada pelo Tribunal de Contas, e demonstra, segundo nota no 'site' do tribunal, a "intenção reformadora [do Rei] D. Manuel I, dotando a coroa de novos e importantes instrumentos de controlo financeiro que acompanham a constituição de um império crescente então estendido de Lisboa à Índia, ao Brasil e aos mares da China, até às ilhas de Sonda na Insulíndia".
Todas as sessões realizam-se às quartas-feiras, a partir das 15:00, no Palácio dos Lilases, na freguesia lisboeta do Lumiar.
A segunda sessão, no dia 03 de maio, é sobre do padre José de Castro (1886-1966), pelo académico Armando Martins, que se refere ao sacerdote como “um historiador esquecido da historiografia portuguesa”.
Em 1969, a APH publicou um opúsculo, de autoria do 3.º Marquês de San-Payo, intitulado “Elogio de Mons. José de Castro”. O sacerdote e historiador estudou temáticas como a conjuntura de 1580, o Rei D. Sebastião, o Cardeal D. Henrique e o Prior do Crato, sobre o (atualmente) beato frei Bartolomeu dos Mártires e a posição de Portugal no Concílio de Trento (1545-1563).
No dia 10 de maio, Maria Manuela Ribeiro aborda a formação das Comunidades Económicas Europeias, apresentando uma comunicação sobre os “60 anos do Tratado de Roma”, de 1957, e, ainda em maio, no dia 17, Maria Teresa Veloso aborda a questão da “natalidade segundo as hagiografias medievais portuguesas”.
No dia 24, “A ideia de Portugal na obra do abade Baçal” é o tema da comunicação de José Eduardo Franco, autor de vasta obra na área da história da religião, que foi um dos coordenadores da publicação da obra completa do Padre António Vieira, e publicou recentemente, com Bruno Cardoso Reis, “Fátima: Lugar Sagrado Global”.
“A participação da aeronáutica portuguesa na I Guerra Mundial” (1914-18) é abordada pelo tenente-coronel João Brandão Ferreira, no dia 31 de maio.
O mês de junho abre com uma sessão extraordinária evocativa do Dia de Camões, no dia 07, e ainda com uma homenagem às professoras catedráticas Maria Isabel Rebelo Machado de Sousa e Maria Leonor Machado de Sousa.
Ainda em junho estão previstas duas sessões, no dia 21, sobre Isabel de Aragão (1270-1336), que foi mulher do Rei D. Dinis, na qual a historiadora Maria José Santos abordará o “pioneirismo” daquela que foi canonizada em 1742 pelo Papa Bento XIV.
A perspetiva urbanística do escritor Manuel Teixeira Gomes (1860-1941), autor, entre outros, de “Novelas Eróticas” e “Maria Adelaide”, é o tema da sessão do dia 28 de junho, pelo arquiteto Alfredo Campos Matos.
A palestra de Campos Matos intitula-se “Manuel Teixeira Gomes. As suas apreciações urbanísticas, arquiteturais e pictóricas”.
A APH foi fundada em 1720, por D. João V, e restaurada em 1936. Segundo o sítio da APH na Internet, esta é uma "instituição científica de utilidade pública, reunindo especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras que, com o necessário rigor científico, facilitem a todos os portugueses o conhecimento da sua História".
A APH "desenvolve a sua atividade visando a permanente valorização e conhecimento do passado histórico português, com critério de isenção, mas sempre cultivando a importância da identificação de um povo com a gesta dos seus antepassados", e é um órgão consultivo do Governo em matérias da sua competência.

Fotos: DR/FMS

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