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Helena Sarmento canta Manuel António Pina

por FMSimoes, em 14.01.14

 

 

"Fado dos dias assim” é o mais recente álbum da fadista Helena Sarmento, no qual regista 16 temas, 11 deles de autoria de João Gigante-Ferreira e um de Manuel António Pina, falecido em 2012.

A fadista conhecia Manuel António Pina, a quem pediu um poema para este álbum, mas o poeta, já doente, pediu-lhe para escolher um já publicado.

Escolhi ‘Saudade da prosa’, de que ainda lhe dei conhecimento, estava ele hospitalizado, mas já não conheceu a música que o Paulo Jorge Rodrigues compôs”, contou Helena Sarmento que reconheceu a dificuldade de musicar o poeta portuense, "dada a especificidade da métrica".

Gigante-Ferreira, que assina 11 letras neste álbum, colaborara já com a fadista no anterior, “Fado Azul” (2011), o que, para Helena Sarmento, é uma “mais-valia”.

Ele vai conhecendo-me melhor como intérprete e adapta as letras ao meu estilo, o que faz fluir muito bem o trabalho e, a mim, sentir-me mais à vontade”, disse à Lusa Helena Sarmento, citada pela imprensa.

Fado despeidida (Hospício), na marcha de Raul Pinto, é dos temas de Gigante-Ferreira que interpreta, assim como “Fado de ver”, na melodia do fado Noquinhas de Fernando de Freitas.

A fadista, que paralelamente exerce advocacia no Porto, afirmou que “a escolha dos temas é feita pelas letras e, depois, vai-se à procura das melodias tradicionais nas quais se possam encaixar as respetivas métricas e também ter em conta o tom - se mais alegre, se mais reflexivo -, de acordo com o que elas exprimem”.

Este é um álbum mais pensado e próximo de mim”, disse a fadista, que voltou a apostar nas melodias tradicionais, e regista apenas três inéditos, letra e música, no CD.

Os inéditos, além do poema de Manuel António Pina, musicado por Paulo Rodrigues, são "Porto-Porto", de Gigante-Ferreira e Samuel Cabral, "No reino das formigas", do mesmo letrista, com música de Tino Flores, ´w também destes dois últimos autores, “Fado intervenção”, gravado no CD de estreia "Fado Azul".

Neste CD, a fadista volta a recriar temas dos repertórios de Amália Rodrigues e de José Afonso, que definiu como “símbolos importantes, quer como pessoas, quer como músicos”.

De Amália, gravou “Formiga Bossa Nova”, de Alexandre O’Neil e Alain Oulman, e de José Afonso, “Canção de embalar”. Outro tributo que faz é a Vinicius de Moraes, de quem canta “O que tinha de ser”.

Manifesto breve contra a guerra ou qualquer outra pena de morte”, de Gigante-Ferreira, tema que já incluíra no alinhamento do seu álbum de estreia, “Fado Azul”, é desta vez interpretado na melodia tradicional do Fado Tango, de Joaquim Campos.

Há temas que considero essenciais, e voltar a pegar neste, define duas coisas que acho importantes numa carreira, que são consistência e coerência”, disse a fadista.

Do alinhamento consta ainda um poema de Joaquim Sarmento, “O nó do nosso segredo”, que a fadista interpreta na melodia do Fado Bailado, de Alfredo Marceneiro.

A fadista é acompanhada à guitarra portuguesa, por Samuel Cabral, à viola, por Paulo Faria de Carvalho, no violoncelo por Susana Castro Santos e ao piano por Isabel Cristina Castro no tema de Vinicius, “O que tinha de ser”.

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