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 Nuno Alvares Pereira.jpg

Nuno Álvares Pereira (1360-1431) é “uma personagem ímpar na história portuguesa”, afirma João Gouveia Monteiro, na biografia do militar intitulada “Nuno Álvares Pereira. Os Três Rostos do Condestável”, editada pela Manuscrito, que traça o perfil do homem que foi “guerreiro”, “senhor feudal” e “santo”.

Na introdução, João Gouveia Monteiro afirma que para a feitura desta obra contribuíram a “Crónica do Condestável”, de autor desconhecido, as crónicas régias de Fernão Lopes, sobre D. Pedro I, D. Fernando, D. João I e D. Duarte, e a “Chronica dos Carmelitas”, de frei José de Sant’Ana, mas também a análise que fez de 170 documentos das chancelarias régias da época, que o ajudaram a reconstruir o percurso – sobretudo patrimonial – de Álvares Pereira, e 5.000 páginas “da inúmera e muito desigual bibliografia”.

O autor adianta que o primeiro capítulo é dedicado ao modo como construiu a biografia e as limitações que encontrou, no segundo faz o contexto da época até 1415, no terceiro como Álvares Pereira constituiu o seu “vasto património fundiário” e, no último, como se tornou “devoto mariano” e “construtor do imponente Convento do Carmo”, em Lisboa.

A vida do militar é qualificada pelo historiador como “extraordinária”, “multifacetada” e “fascinante”.

Álvares Pereira ensaiou a técnica do quadrado na batalha de Aljubarrota, em agosto de 1385, dando a vitória às tropas de D. João, Mestre de Avis, que se tornou Rei de Portugal, depois de derrotar D. João de Castela e os seus apoiantes.

O monarca tornou-o Condestável do Reino, isto é chefe dos exércitos, e Nuno Álvares Pereira decidiu, por volta de 1415, tornar-se religioso penitente, depois de entregar os seus bens aos herdeiros e também aos frades carmelitas.

Sobre a obra, afirma Gouveia Monteiro que, “procurou contar a história de uma vida, em todas as suas dimensões e dentro dos recursos e fontes disponíveis”, sendo o Condestável, uma das “personagens mais relevantes da aventura portuguesa”.

João Gouveia Monteiro é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e desenvolveu investigação sobre o Campo Militar de S. Jorge, em Aljubarrota, nos arredores da Batalha (Leiria), e preside à Associação Ibérica de História Militar (séculos IV-XVI). Em 2015, publicou, com António Martins Costa, “1415 – A Conquista de Ceuta”.

 

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BraseiradeMafra.JPG

Braseira do “Fogo Novo do Sábado Santo”, da Basílica de Mafra, está exposta no núcleo de Arte Sacra do Palácio Nacional de Mafra, depois do restauro cuVenerável steado pela Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra.

A braseira do Fogo Novo “é uma das mais singulares do país”, afirma a Real e Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra, que custeou o restauro, referindo que a braseira é constituída por um corpo, um prato e uma trempe.

“O corpo bojudo e gomado, em latão, tem duas asas laterais, decoradas por grandes mascarões, e assenta em três pés em garra e esfera. O prato, igualmente em latão, onde assentam as brasas, tem também duas asas. A trempe de madeira é decorada com elementos geométricos relevados e uma policromia com efeito marmoreado”, explica.

Segundo a irmandade, a utilização da braseira “terá sido intensa, pelas várias intervenções posteriores a que esteve sujeita, principalmente a trempe que foi repolicromada três vezes”.

“O seu estado de preservação era mau e os elementos metálicos encontravam-se muito oxidados e as camadas de verniz e de cera muito escurecidas. A trempe de madeira tinha a falta de vários elementos, o destacamento de outros, as suas camadas cromáticas em destacamento grave e toda a superfície coberta por uma camada de fuligem e sujidade muito aderente, enquanto o prato apresentava manchas de duas tonalidades, com óxidos de cobre negros e castanhos”, adianta aquela entidade.

Por iniciativa da irmandade, em colaboração com o Grémio Literário, a braseira “foi tratada, pelo ateliê Santo André – Conservação e Restauro de Bens Culturais, tendo o tratamento seguido uma linha essencialmente conservativa, isto é privilegiou as operações de conservação em relação às de restauro, tal como dita atualmente a ética e a teoria da área, tendo uma especial a atenção ao facto de pertencer a um espaço museológico”.

“Mesmo que venha a ser utilizada por empréstimo na Vigília Pascal, não deixa de ser uma peça museológica”, realça a irmandade, recomendando que para este efeito seja "executado num outro prato", já que a "reutilização da braseira do Fogo Novo do Sábado Santo não coloca em causa a sua instabilidade química e física".

 Foto: RVISSM/FMS

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