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O organista espanhol Andreas Cea Galán apresenta no sábado, dia 08 de julho, o recital “Cinco Quadros de Murillo”, na igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

O recital faz parte do VII Ciclo de Concertos do Órgão Histórico da Igreja de S. Vicente de Fora, que se iniciou no passado dia 08 de abril com Daniela Moreira, e da programação do 43.º Festival de Música Estoril-Lisboa, que abriu no passado sábado.
O recital “Cinco Quadros de Murillo” faz parte de uma homenagem ao pintor espanhol Bartolomé Esteban Murillo (1617-1682), pelo Festival, assinalando o quarto centenário do seu nascimento.
Do pintor, natural de Sevilha, entre outras obras, está patente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, a tela original “Casamento Místico de Santa Catarina”.
O pintor do período barroco, que se celebrizou pelas suas “Madonna” e pelas telas de cariz católico, é ainda celebrado em três outros concertos do Festival, um deles, no Palácio Foz, no dia 17, com a estreia em Portugal, pelo pianista Mario Prisuelos, das peças “Visiones", de Joan Magrané, “Ante la Anunciación de Fra Angélico", de Joaquín Turina, “Memento”, de Jesús Torres, e de “Videns", de Alberto Carretero.
Segundo comunicado do Ciclo de Concertos do Órgão Histórico da Igreja de S. Vicente de Fora, “são múltiplos os pontos de ligação entre a igreja lisboeta e Espanha, o próprio órgão foi construído em 1765 pelo galego João Fontanes de Maqueira”.
Quanto ao recital, “sob a égide do quarto centenário do nascimento de Murillo, Andrés Cea Galán, professor no Conservatório Superior de Sevilha, e uma das personalidades liderantes no domínio da interpretação da música de tecla ibérica, apresenta um programa preenchido com cinco obras de compositores espanhóis. Como cinco quadros de Murillo, estas cinco peças ilustram sentimentos diferentes através de cores distintas”, remata.

Foto: tuttoggi.info/FMS

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Acanção de Coimbra é sentimento e é isso que tem de transmitir”, disse o cantor Fernando Rolim, que tem um novo álbum, a sair na sexta-feira, no qual gravou um dueto com uma tricana.

Fernando Rolim começou a cantar em finais da década de 1950, e decidiu editar o este CD, “para não deixar morrer a canção de Coimbra e manter a tradição”.
O CD “Coimbra, um Tempo que não Passa… (Memórias de Coimbra)” é editado pela Valentim de Carvalho, e conta 18 temas, entre os quais cinco instrumentais.
O cantor referiu-se à canção de Coimbra como “uma ponte entre a cidade de Coimbra e a universidade”, em que “é essencial a tradição oral, na transmissão de conhecimentos, e de histórias que fazem a alma da canção de Coimbra, e constituem o seu sentimento”.
Fernando Rolim, em declarações à agência Lusa, contou o conselho que lhe deu um antigo aluno, Florêncio de Carvalho, que é autor de algumas canções: “Quando comecei a cantar, ele disse-me certo dia, ‘lê primeiro estas quadras, recita-as, e depois, canta-as como as sentires’”, cita a imprensa.
Na realidade, afirmou, “de fado não tem nada, é mais canção de Coimbra do que fado, até porque reflete um conjunto de misturas musicais, trazidas pelos estudantes das suas regiões, que depois as caldeavam com o folclore próprio de Coimbra”.
“Há várias canções de Coimbra relativas às diferentes regiões, de onde eram naturais os estudantes, o que deu à canção de Coimbra uma enorme riqueza. Neste CD inclui o instrumental 'Bailados do Minho', de Anthero da Veiga, que era minhoto, e uma canção açoriana, 'Saudade, saudadinha', cuja letra é popular, sem autor conhecido, e que um estudante açoriano Edmundo Bettencourt, musicou".
“Vira de Coimbra” é outro dos temas que gravou, acompanhado pela Quarentuna. “O vira era cantado por alturas das fogueiras de S. João, em Celas e no Calhabé”, contou.
“Coimbra tem três símbolos: o primeiro é espiritual, que é a Rainha Santa Isabel, depois tem um símbolo material que é a universidade e a sua torre que caracteriza Coimbra, está a presidir à cidade, e o terceiro símbolo é imaterial, mais conhecido por fado de Coimbra, mas que é a canção de Coimbra”, declarou.
Entre os temas que interpreta, Rolim destacou a “Desgarrada” entre o estudante e tricana, que gravou com Graça Lage, que “é muito antigo, e que reflete o que dantes se passava, em que o estudante - e vinham estudantes de toda a parte - namoriscava a tricana [figura feminina conimbricense, que trajava de xaile e lenço, muito comum na literatura e canção desde finais do século XIX], mas que depois regressava à sua terra”.
“Quis reviver isso - quando eu era estudante ainda havia tricanas -, porque me parece que não há nenhum disco sobre a canção de Coimbra, em que haja o dueto entre o estudante e a tricana”, disse o cantor, médico pediatra de profissão, que teve também vontade de “registar a voz típica da tricana, e irá fazer estremecer quem a ouvir”.
Outro destaque do cantor foi o “Fado Hilário”, que “tem sido cantado por muitíssima gente, e é muito conhecido”, música de autoria do viseense Augusto Hilário (1864-1896), que foi amigo do poeta João de Deus. Fernando Rolim canta o “Fado Hilário” em três quadros, duas de autoria de Hilário e uma de Manuel Julião.
A história deste fado, contou-a Fernando Rolim, tal como lhe tinha narrado Anthero da Veiga, que acompanhou o Hilário. “O fado nasceu certa noite, já passava da meia-noite, quando Hilário, numa das ruas estreitas que vêm da Alta de Coimbra para a Sé Velha, vindo da taberna da Cardosa, ao passar uma tricana, que vinha da casa de uma amiga, a abraçou e beijou, perante os protestos e os gritos da moça, que chamaram à atenção de um guarda-noturno que lhe deu ordem de prisão, por atentado ao pudor”.
“O Hilário pediu então ao guarda para o deixar ir até à Sé Velha e ali trautear um fado, pedindo a Anthero que o acompanhasse, e assim foi. Hilário cantou e o guarda acabou por não executar a ordem de prisão, dizendo ‘Só pelo que acabei de escutar desisti de o prender. Continuem lá a compor, e a tocar e a cantar assim’”.

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