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“Barroco, Sedução e Exclusão” é o mote do VII Ciclo de Música no Convento dos Capuchos, nos arredores de Almada, que começa no sábado com a Orquestra de Câmara de Almada.

Os concertos, com entrada livre, realizam-se aos sábados, às 21:30. No próximo, a Orquestra de Câmara de Almada, dirigida pelo maestro Jan Wierzba, interpreta, no Pasmatório do convento capuchinho, a suite n.º1 de “Water Music”, de Georg Friedrich Handel, e a suite “Pulcinella”, de Igor Stravinsky.
Os outros concertos realizam-se nos dias 29 de julho, a 05 e a 12 de agosto.
O segundo concerto, dia 29 de julho, no auditório do convento, é protagonizado pela formação de câmara da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção de Osvaldo Ferreira, em que serão interpretadas peças de Johann Sebastian Bach, Ottorino Respighi, Antonio Vivaldi e Carl Philipp Emmanuel Bach.
No texto que acompanha o programa, Margarida Rebocho, responsável pela programação do ciclo, afirma: “Cada vez mais se entende o barroco como uma construção histórica abrangente, de dimensão artística, social e política, onde se formularam novos modos de entender o mundo, o Homem e Deus. Mais do que um ‘conceito de estilo’, o barroco é um ‘conceito de época’, apenas pelo simples facto de não ser repetível no tempo”.
A Orquestra Filarmónica Portuguesa foi fundada em maio do ano passado, pelo maestro, e, segundo nota da organização do ciclo, “integra um conjunto de músicos de elevado padrão técnico e artístico, com músicos premiados em concursos nacionais e internacionais, ex-integrantes da Orquestra Jovem da União Europeia, e ainda músicos estrangeiros residentes em Portugal”.
A Orquestra Filarmónica Portuguesa apresentou o seu concerto inaugural no dia 07 de maio do ano passado, no Europarque, em Santa Maria da Feira, e já tocou no Pavilhão do Arade, em Ferragudo, no Algarve e no Festival Cistermúsica de Alcobaça, sob a designação de Orquestra Euro-Atlântica.
O Americantiga Ensemble e a 33 Ânimos Companhia Teatral protagonizam o terceiro concerto que evoca os 300 anos da criação, pelo Papa Clemete XI, do Patriarcado de Lisboa, e os 200 anos da morte da Rainha D. Maria I, a primeira monarca europeia que morreu em solo sul-americano, e que, atualmente, se encontra sepultada na Basílica da Estrela, em Lisboa.
O concerto intitula-se “Música para a Rainha de Portugal e Brasil - D. Maria I, barroco português e quadros teatrais”, e tem lugar na igreja conventual, no dia 05 de agosto, sob as direções cénica de Ricardo Cabaça, e musical de Ricardo Bernardes.
O concerto é interpretado pelos cantores líricos Sara Afonso (soprano), António Menezes (alto), Ricardo Bernardes (tenor), Pedro Morgado (baixo), e os músicos Rui Araújo (teorba), Mélodie Michel (fagote barroco), Marta Vicente (contrabaixo), e Sérgio Silva (órgão).
A atriz Elisabete Pedreira personifica D. Maria I, e Victor Yovani, o seu confessor, D. Frei Inácio de S. Caetano, Arcebispo de Tessalónica, que está também sepultado na Basílica da Estrela.
D. Maria I (1834-1816), casada com o seu tio, D. Pedro, sucedeu no trono a D. José, em 1777, e estabeleceu uma política que procurou apaziguar a sociedade portuguesa, tendo desterrado o marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo.
A monarca perdeu as faculdades mentais e a regência foi assumida pelo seu herdeiro, futuro D. João VI, que decidiu a partida da Corte para o Brasil, evitando as represálias das tropas francesas do imperador Napoleão, que invadiram, por três vezes Portugal, entre 1807 e 1811.
“O programa [do concerto] partilha o panorama da produção luso-brasileira, sobretudo com obras inéditas, que retratam o ambiente musical sacro no tempo desta rainha amante das artes, e conhecida pela sua religiosidade. Não obstante as obras de grande porte com vozes e orquestra, este programa concentra-se no profundo e teatral estilo pietista para vozes e baixo contínuo, em grande parte obras do arquivo musical da Sé Patriarcal de Lisboa, desenvolvido em Portugal sobretudo por mestres como David Perez e José Joaquim dos Santos”, escreve Ricardo Bernardes, na apresentação.
“Este repertório, híbrido entre os ‘stile antico’ e ‘concertato’, demonstra uma equilibrada e sofisticada combinação de singeleza e dramaticidade na sua expressão musical, fazendo com que permanecesse como modelo da boa música sacra”, afirma o tenor.
O último concerto, no dia 12 de agosto, é nos claustros do convento, sob a direção do maestro Armando Possante, e será interpretado o "Díptico Mariano", de Eurico Carrapatoso, pelo grupo vocal Olisipo, acompanhado pelo ensemble Olisipo, sendo solista a soprano Angélica Neto.

Foto: DR/FMS

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Sinfonieta de Hong Kong abre, na sexta-feira, dia 21 o IV Festival Internacional de Música de Marvão (FIMM), que conta, entre outros, com a participação da soprano Juliane Banse e da violinista Clara Jumi Kang.

O FIMM, sob a direção artística do maestro Christoph Poppen, prolonga-se até 30 de julho, e, “à quarta edição, é já o maior Festival de música clássica que se realiza em Portugal, em número de concertos, totalizando, nesta edição, trinta concertos”, disse à agência Lusa o assessor artístico do certame, Bernardo Mariano.
O responsável destacou “uma maior presença da Orquestra do Festival, o reforço da parceria com [a autarquia espanhola vizinha de] Valência de Alcântara, e o facto de, pela primeira vez, o Festival apresentar concertos em Portalegre”, a capital de distrito, a cerca de 25 quilómetros de Marvão.
“Destaco a atividade da Orquestra do Festival, que é um projeto original em Portugal. Nunca um Festival teve uma orquestra própria, que tenha memória, e nós estamos a formar este projeto. Este ano vão fazer dois estágios e apresentar-se em quatro concertos”, disse Bernardo Mariano.
Esta orquestra é constituída por músicos profissionais da Orquestra de Câmara de Colónia, um dos agrupamentos que participa no FIMM, e por jovens músicos e alguns bons músicos amadores, mais velhos, que se candidatam, através do portal do festival, explicou o responsável.
Segundo o assessor artístico do FIMM, este ano, contabilizaram-se candidaturas de músicos de dez países, para fazerem parte dos estágios da Orquestra do Festival.
A 05 de agosto, no âmbito da programação “poslúdio”, a Orquestra do Festival toca em Valência de Alcântara, na Extremadura espanhola, a 25 quilómetros de Marvão, e, no dia seguinte, em Portalegre, nesta cidade, o FIMM apresenta, no dia 23, no Conservatório, um concerto protagonizado por professores e alunos daquela instituição de ensino, e, no dia 24, na antiga igreja, atualmente, dessacralizada, do Convento de São Francisco, atua o Quarteto de Cremona, que tocará peças de Webern, Mozart e Schubert.
A Orquestra do Festival, sob a direção dos maestros Götz Hartmann e Christoph Poppen, apresenta, no dia 06 de agosto, na Sé de Portalegre, um programa constituído por obras de Telemann, Wagner e Mendelssohn.
Segundo Bernardo Mariano, o Festival tem tido “um acréscimo de público, nomeadamente estrangeiro, mas também da região”.
Em 2016 assistiram aos concertos 3.500 espetadores "e, este ano, a estimativa é de 4.500, o que representa uma subida de 30%", afirmou.
A soprano Juliane Banse e a violinista Clara Jumi Kang, estiveram em anteriores edições do FIMM. Este ano, Juliane Banse participa na interpretação da "Missa da Coroação", de Mozart, no dia 20, no âmbito da celebração católica eucarística de domingo, na igreja de N.S. da Estrela, num programa dirigido pelo maestro Poppen, e que conta com a Orquestra de Câmara de Colónia, o Coro Gulbenkian, e como solistas, além de Juliane Banse, a meio-soprano Anna-Dores Capitelli, o tenor Manuel Gamito e o baixo Yannick Spanier.
Entre outras participações, Clara Jumi Kang apresenta-se a solo no dia 22, na cisterna do Castelo de Marvão, para interpretar a Partita em ré menor, BWV 1004, de Bach.
O guitarrista José Peixoto e a cantora Ana Vitória estreiam no FIMM, no dia 29, o espetáculo “Belo Manto”, que conta ainda com a participação de Carlos Barretto (contrabaixo) e Quiné Telles (percussão).
A Sinfónica da Casa da Música estreia-se este ano no Festival, com um concerto, no dia 22, no pátio do Castelo de Marvão, sob a direção do maestro Martin André, e como solista o pianista Hyejin Kim. Além de peças de Mendelssohn e Kodály, será interpretado o Concerto para piano e orquestra n.º 4, de Beethoven.
Entre os pianistas, Bernardo Mariano referiu o português Nuno Ventura Santos, que está a estudar na Universidade do Texas, com Vladimir Viardo, que este ano atuou no Festival de Sintra.
No sábado, na igreja de S. Tiago, Nuno Ventura Santos apresenta um recital composto por peças de Beethoven, Carl Vine e Rachmaninov. Este é um dos primeiros “grandes recitais” do pianista, a par dos dois que apresentou na Casa da Música, destacou Mariano.
Entre outros artistas que participam no FIMM, pela primeira vez, Bernardo Mariano citou o violoncelista Aurélian Pascal, que toca no dia 22, em trio com Clara Jumi Kang e a pianista Silke Avenhaus, e no dia 23, como solista num concerto com a Sinfonieta de Hong Kong, sob a direção da maestrina Yip Wing-sie.
Destacou igualmente o Trio Barroco, da Orquestra Barroca da União Europeia, liderado pelo cravista Lars Mortensen, que inclui o violinista Huw Daniel e o violoncelista Alex Jellici, e ainda a violoncelista Marie-Elisabeth Hecker e o pianista Martin Helmechen, que tocam em duo, no dia 30, e no dia 29, em trio, com o violinista Augustin Hadelich.
Bernardo Mariano chamou ainda a atenção para a atuação da trompetista francesa Lucienne Renaudin Vary, "uma menina prodígio", de quem são "consensuais todos os elogios que lhe fazem, e que está à vontade tanto na clássica como no jazz”.
O assessor artístico do FIMM referiu ainda a participação dos portugueses Ana Quintans (soprano) e de João Barradas (acórdeão).
Paralelamente à programação do Festival há um conjunto de palestras sobre a história local, pelo investigador Joaquim Carvalho, entre elas, uma sobre a cidade romana de Ammaia, localizada no Parque Natural da Serra de S. Mamede, a nove quilómetros de Marvão.
A programação integral do FIMM está disponível em http://marvaomusic.com.

 

 

 

 

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