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Rui Vaz afirmou que o seu novo álbum, “Fado em Prelúdio”, no qual gravou inéditos e temas de outros artistas, como Amália Rodrigues e Fausto, foi uma forma de experimentar sair do figurino fadista.
“Com este CD quis provar a mim próprio que era capaz de sair do estereótipo do fadista tradicional”, afirmou Rui Vaz em entrevista à agência Lusa.
O CD é produzido por si e pelo maestro Mário Rui Teixeira, músico habitualmente fora das lides fadistas, e uma escolha sua.
“O maestro Mário Rui Teixeira é uma pessoa fora do fado e foi exatamente isso que eu quis, que o produtor deste disco não tivesse qualquer ligação ao fado, para a partir daí conseguirmos construir algo novo e algo diferente”, disse Rui Vaz, que acrescentou: “Eu fiz a coprodução, escolhi os temas, e quem os orquestrou foi o maestro”.
Referindo-se ao CD, afirmou que é uma experiência para si próprio: “Quis provar a mim próprio que era capaz de fazer algo de novo”.
Todavia, realçou o fadista, “o fazer algo de novo, o criar novo, é ambíguo, é relativo, pois a Amália já fez tudo”.
Rui Vaz citou o guitarrista Carlos Gonçalves, que assinou alguns temas de Amália Rodrigues, como “Lágrima”, segundo o qual “não há nada para inventar no fado, tudo já foi inventado, não há nada que a Amália já não tenha feito, pode-se é fazer diferente”, afirmou.
O CD é constituído por 16 temas, entre inéditos como “Viva Lisboa”, de Filipe La Féria e Francis Lopez, inclui temas de outros repertórios, nomeadamente de Amália Rodrigues, Maria da Fé, Fausto e Carlos do Carmo.
Rui Vaz gravou entre outros, “Rondel do Alentejo”, de Almada Negreiros e Fernando Guerra, “A Minha Terra é Viana”, de Pedro Homem de Mello e Alain Oulman, do repertório de Amália, "Navegar, Navegar", de Fausto, ou “Namorados de Lisboa”, de José Carlos Ary dos Santos e Fernando Tordo, uma criação de Carlos do Carmo.
Rui Vaz partilha com Wanda Stuart a interpretação de “Samba em Prelúdio”, de Vinicius de Moraes, que afirmou ter sido “uma escolha natural”.
Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, é um dos músicos que acompanham o fadista, ao lado de Bernardo Viana, na viola, Vicente Sobral, no violino, Tiago Silva, no violoncelo, Jaume Pradas, na percussão, e o maestro Mário Rui Teixeira, ao piano e na direção musical.
O CD inclui um tema em inglês, “Everybody’s Changing”, de Tim Rice, e um em espanhol, “Lucia”, de Joan Manuel Serrat, camntor que marcou a sua adolescência.
Rui Vaz começou cantar na sua cidade natal, Tavira, no Algarve, no grupo coral Esperança Viva, dirigido pelo maestro David Sequeira. A ida para o fado ficou a dever-se ao fadista Gonçalo Salgueiro, que conheceu no âmbito de um trabalho escolar, no 12.º ano.
“A forma como o Gonçalo [Salgueiro] interpreta, articula as palavras, aquilo que canta, a sua excelente voz, o cuidado que tem na linhas melódicas, fez-me pensar que afinal havia algo diferente do que é o estereótipo, e pensei, vou tentar ir por aqui”, contou.
Rui Vaz decidiu cantar fado, por volta de 2008, pois até então “não tinha o hábito de ouvir fado”. Começou a cantar no Algarve, e depois em Lisboa, em 2010, onde fez parte dos elencos de casas de fado como Velho Páteo Santana, S. Miguel de Alfama e Esquina d’Alfama, onde, atualmente, canta.
A sua estreia discográfica foi em 2012 com o álbum “Recorda-te de mim”, ao qual sucede “Fado em Prelúdio”.

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António Chainho abre o ciclo “Um músico, um Mecenas”, do Museu da Música, no próximo dia 13 de maio, com um concerto em que interpretará peças suas, numa guitarra portuguesa construída em 1959 por Joaquim Grácio.

O Museu da Música afirma que "estes concertos são autênticas viagens à [sua] coleção, conduzidas por grandes intérpretes nacionais e internacionais, que atuam 'pro bono', e dão a conhecer os instrumentos através de concertos comentados e de uma contextualização histórica estendida, muitas vezes, ao repertório escolhido”.
"A interpretação, a necessária manutenção dos instrumentos musicais e a comunicação da história de cada um deles são fatores intimamente ligados" a este ciclo, e resultam de "uma ação concertada entre o Museu da Música e os Mecenas do ciclo, músicos, construtores/restauradores e outros parceiros”.
Neste ciclo, que se prolonga até dezembro, todos os concertos são ao sábado, excetuando o celebrativo do Dia Internacional dos Museus, no dia 18 de maio, protagonizado por Maria José Falcão, que vai tocar o violoncelo Stradivarius, de 1725, do Rei D. Luís, e por Anne Kaasa, com um piano Bechstein, de 1925.
Maria José Falcão e Anne Kaasa vão interpretar peças de Luigi Boccherini, Frédèric Chopin e Cesar Franck.
No dia 10 de junho, Helena Raposo acompanha, numa tiorba Buchenberg de 1608, a soprano Orlanda Velez Isidro, num recital que inclui composições de John Dowland, Henry Purcell, Giulio Caccini e Claudio Monteverdi.
Quatro violoncelistas do Prémio Jovens Músicos atuam no dia 15 de julho: Gonçalo Lélis e Marco Pereira tocam o violoncelo Galrão, do século XVIII, Fernando Costa, o violoncelo Lockey Hill, do século XIX, que pertenceu a Guilhermina de Suggia, e Teresa Valente Pereira, o violoncelo Sanhudo, também do século XIX.
“Neste concerto intitulado ‘Sons com história’, os violoncelistas vão percorrer várias épocas e estilos musicais, desde a música clássica a Astor Piazolla”, escreve o museu.
No dia 09 de setembro, o espanhol Tony Millán toca música ibérica para cravo do século XVIII, no cravo Antunes, de 1758.
No Dia Mundial da Música, 01 de outubro, realiza-se no museu, instalado na estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos, um recital por Filipe Quaresma, com o violoncelo Stradivarius, e António Rosado, que utilizará o piano Bechstein, de 1922, que pertenceu ao compositor Luís de Freitas Branco.
O recital vai assinalar a edição do novo CD de Filipe Quaresma e António Rosado Sonata com Sonatas para violoncelo e piano de Luís de Freitas Branco e César Franck.
No dia 04 de novembro, tocam o pianista Duarte Pereira Martins, no Bechstein de 1925, Daniel Bolito, e Nuno Cardoso, no violoncelo Lockey Hill, num recital dedicado a Joseph Haydn e Franz Schubert.
Também em novembro, no dia 22, José Carlos Araújo vai estrear o recém-restaurado cravo Antunes, de 1789, com música portuguesa do século XVIII.
O ciclo encerra com o programa “Tormentos, congojas y tristezas”, interpretado por Diana Vinagre e Miguel Jalôto.
Diana Vinagre toca o violoncelo que pertenceu a D. Luís, e Jalôto, o pianoforte Van Casteel, de 1763.

Fotos: DR/FMS

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