Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




10990042_Camoes_e_outros_contemporaneos.jpg

 

A nova obra de Helder Macedo, “Camões e Outros Contemporâneos”, reúne “ensaios e testemunhos” sobre autores como D. Dinis, Eça de Queiroz ou Herberto Helder.

Na introdução, Helder Macedo explica a premissa com que partiu para esta coletânea de ensaios: “Contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos”.
“Daí o título desta coletânea de ensaios e de testemunhos, com Luís de Camões em predominante recorrência entre D. Dinis e Herberto Helder”, justifica o ensaísta revelando que “a escolha não foi fácil”.
“A escolha não foi fácil, tenho por aí muitas vidas dispersas. De uma lista inicial de quase o dobro, ficaram 25”, afirma, acrescentando: “o livro termina com um algo ambicioso (mas sem dúvida omisso) enquadramento analítico dos oito séculos de literatura portuguesa no seu contexto histórico e cultural”.
A obra, publicada com a chancela da Editorial Presença, divide-se em quatro partes, sendo a primeira “Camões e a Modernidade da Tradição”, que inclui, entre outros, ensaios sobre o autor d’”Os Lusíadas”, sobre Sá de Miranda ou ainda um intitulado “Luso, filho de Baco”.
A segunda, “História, Memória e Ficção”, inclui, entre outros, uma reflexão sobre história e profecia, em que aborda o cronista Fernão Lopes, o padre jesuíta António Vieira e o historiador e político Joaquim d’Oliveira Martins, para além de textos sobre as personagens D. Quixote e Dulcineia, de Cervantes, sobre “ficções da identidade” em Fernando Pessoa e Cesário Verde, ou um texto de 2012 sobre o romance “A Balada da Praia dos Cães”, de Cardoso Pires.
Na terceira parte apresenta o que chama de “Testemunhos”, no qual reúne oito textos, nomeadamente sobre Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny ou Herberto Helder, e ainda um que intitula “Pensamentos e escritos (pós) coloniais: Partes de África”, numa referência ao seu romance “partes de África”, editado em 1991.
A quarta parte é dedicada ao “enquadramento analítico dos oito séculos de literatura portuguesa”, um texto, que explica o autor, professor catedrático jubilado do King’s College, em Londres, foi uma encomenda dos seus colegas da Universidade de Oxford para um “Companion to Portuguese Literature”, “destinado primordialmente a um público universitário”, que leva Helder Macedo a acrescentar: “Creio que esta versão portuguesa poderá também ajudar a contextualizar os textos” que escolheu para fazerem parte desta coletânea.
Helder Macedo, nascido há 81 anos na África do Sul, é autor de vários ensaios sobre literatura portuguesa e paralelamente assina vários títulos de ficção e de poesia, entre outros, os romances “Pedro e Paula” (1998) e “Tão Longo Amor Tão Curta a Vida”(2013), a coletânea “Poemas Novos e Velhos” (2011) e “Romance” (2015).

Autoria e outros dados (tags, etc)

zeca-afonso-2.jpg

O Ministério da Cultura afirma ser “importante a preservação” do património fonográfico de José Afonso, e que está a “apurar o paradeiro das gravações”, numa declaração à agência Lusa, cita o Porto Canal.

“O gabinete do ministro da Cultura foi informado do interesse na salvaguarda da obra discográfica de Zeca Afonso por parte da Associação José Afonso, nomeadamente das ‘masters’ que pertenceriam à Movieplay [Portuguesa]”, declarou à Lusa fonte oficial.
A mesma fonte acrescentou que, “em primeira linha”, o ministério quer “apurar o paradeiro das gravações” e “só depois se poderá decidir o que fazer”.
“Apesar de não nos ter sido solicitada qualquer intervenção, consideramos importante a preservação deste património fonográfico, e estamos a tentar obter mais informação com vista ao esclarecimento do processo através do Museu Nacional da Música”, rematou a mesma fonte.
A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) realçou a “urgência da reedição da obra” de José Afonso, questão sobre a qual alertou o ministro da Cultura, para que obtenha o "estatuto de património cultural".
“O presidente da SPA [José Jorge Letria] propôs ao ministro da Cultura [Luís Filipe Castro Mendes] uma intervenção no sentido de se assegurar a competente e adequada reedição da obra discográfica, por se tratar de uma referência obrigatória da nossa vida cultural e cívica”, lê-se no comunicado, quando se assinalam 30 anos sobre a morte do autor de “Grândola, Vila Morena”.
“Mais do que envolvimento financeiro, o que se pretende é que a esse nível o ministério use a sua autoridade e legitimidade para conferir estatuto de património cultural a uma obra musical e poética que tanto tem marcado a nossa vivência coletiva”, afirmou a SPA.
A obra discográfica de José Afonso foi maioritariamente gravada pela etiqueta Orfeu, adquirida na década de 1980 pela Movieplay Portuguesa, que editou em CD alguns dos álbuns do autor de “Índios da Meia Praia”, e que entretanto deixou de estar em atividade.
Um antigo colaborador desta discográfica disse à agência Lusa que algum do catálogo da Movieplay Portuguesa terá sido depositado num armazém em Alcântara, em Lisboa, onde funcionou a discográfica LX Editora, já inativa.
“Desde aí perdeu-se o rasto do catálogo da Movieplay Portuguesa”, disse à Lusa o ex-colaborador da discográfica.
Adriano Correia de Oliveira, Tonicha, Sérgio Godinho, Argentina Santos, Carlos do Carmo, o pianista António Vitorino d’Almeida, entre muitos outros, são alguns dos nomes que gravaram para etiquetas discográficas cujos espólios foram adquiridos pela Movieplay Portuguesa.
A SPA afirma que “tem apoiado juridicamente os herdeiros de José Afonso [a viúva e os quatro filhos] nas diligências que envolvem, junto de editores, a defesa da sua obra e dos direitos correspondentes, embora esse desígnio hoje dificilmente seja cumprido”.
Desde o encerramento da Movieplay Portuguesa, empresa que foi dirigida pelo empresário José Serafim, várias entidades e personalidades ligadas ao meio musical encetaram diferentes tentativas para a recuperação do seu espólio, no âmbito da preservação da memória coletiva, sem ter alcançado qualquer resultado.
A Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF) por várias vezes chamou à atenção, publicamente, para a importância do catálogo em arquivo da Moviplay Portuguesa, designadamente nas Jornadas de Fado realizadas na extinta Fonoteca Municipal, em Lisboa.
Sobre os arquivos da Movieplay Portuguesa, referindo-se às suas pesquisas, o investigador José Manuel Osório afirmou à Lusa em 2009: "E lá fui eu mergulhar no mar da poeira de um andar num prédio de uma rua de Benfica, espreitar se ainda por lá existiam os muitos milhares de discos que eu sabia ali terem estado. As pérolas preciosas que existem naquele arquivo permitem todos os sonhos e projetos de edição".
Nos últimos anos de atividade, a Movieplay editou em CD algumas antologias que recuperavam os diferentes catálogos, coordenadas, entre outros, por Ema Pedrosa, Mário Martins e José Manuel Osório (1947-2011), designadamente “O Melhor dos Melhores”, “Os Fados da Alvorada” e antologias de Anita Guerreiro, Fernanda Maria, Fernando Maurício e Lenita Gentil, entre outros.

 

Jos_Afonso_O_Melhor_De_Jos_Afonso_Capa.jpg

No comunicado, a SPA dá conta que "patrocinou, através do seu Fundo Cultural, a edição da canção 'República', gravada por José Afonso e Francisco Fanhais, em Roma, em 1975".

A cooperativa adianta que no próximo dia 21 de março realiza-se no Teatro da Trindade, em Lisboa, “um espetáculo evocativo da vida e da obra de José Afonso, com direção de Carlos Alberto Moniz e com a participação de nomes importantes na memória do canto político”.

Foto: Altamont/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 1/11



Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter