Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




dsc_0462.jpg

 

Eunice Muñoz, de 88 anos, é homenageada na segunda-feira, no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, onde se estreou há 75 anos, participando numa conversa, na sala Garrett, com o ator e encenador Diogo Infante, com quem contracenou várias vezes.

“Eunice Muñoz – Uma lição de 75 anos de carreira” é o título desta iniciativa marcada para as 18:00 de segunda-feira, e à qual assiste, entre outras personalidades, como colegas e amigos, o secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, ex-presidente do conselho de administração do TNDM, anunciou este teatro.
A esta conversa assistem também alunos de teatro, e será anunciada a data do regresso da atriz ao palco do Rossio, na próxima temporada de 2016/17, segundo fonte do TNDM.
Eunice Muñoz, nascida na Amareleja, no Baixo Alentejo, no seio de uma família de atores, estreou-se no TNDM no dia 28 de novembro de 1941, fazendo parte do elenco da peça “Vendaval”, de Virgínia Vitorino (1895-1967), com encenação de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro.
Em 2012, estava previsto a atriz subir ao palco do Nacional com “Comboio da madrugada”, de Tennessee Willians, numa encenação de Carlos Avillez, ainda no âmbito das celebrações dos seus 70 anos de carreira, que se iniciaram em 2011, ano em que estreou esta peça no Teatro Experimental de Cascais (TEC). Por questões de saúde, uma queda que a atriz deu, a peça foi cancelada.
Este ano, Eunice Muñoz foi anunciada para protagonizar a peça “As árvores morrem de pé”, de Alejandro Casona, numa encenação de Filipe la Feria, com quem já trabalhara em “Passa por mim no Rossio” e “A casa do lago”, mas, por razões de saúde, a atriz não pôde atuar, mantendo a sua participação na telenovela “A Impostora”, atualmente em exibição diária na TVI.

 

transferir.jpg

 

Eunice Muñoz protagonizou várias peças, no TNDM, desde a sua reabertura, em 1978, após o incêndio de 1964, designadamente, nesse mesmo ano - 1978 -, no "Auto da geração humana", sobre Gil Vicente.
No TNDM, ao longo das décadas seguintes, interpretou dramaturgos como Sttau-Monteiro ("Felizmente há luar"), Raul Brandão ("O gebo e a sombra"), García Lorca ("A casa de Bernarda Alba"), Paul Claudel ("O Anúncio Feito a Maria"), Jean-Paul Sartre ("As troianas"), Bertold Brecht ("Mãe Coragem e os Seus Filhos"), Herman Broch ("Zerlina"), Agustina Bessa-Luís ("As fúrias"), Lídia Jorge ("A maçon"), Maria Velho da Costa ("Madame"), Filipe La Féria ("Passa por mim no Rossio").
Entre as várias distinções, em 2011, Eunice Muñoz recebeu, no dia 28 de novembro, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, entregue pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Foto: CMC/Tiago Cunha/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)

5532876.jpg

Um encontro de fadistas e uma homenagem ao guitarrista António Parreira realizam-se, no sábado, no Café Luso, em Lisboa, no âmbito das celebrações do quinto aniversário da distinção do Fado como Património Imaterial da Humanidade.

“Este convívio, em que prestamos homenagens a alguns nomes, tornou-se uma tradição, Este ano, por exemplo, destacamos o guitarrista António Parreira”, disse à Lusa fonte da organização.
António Parreira, de 70 anos, é atualmente professor de guitarra portuguesa no Museu do Fado e editou, em maio último, um CD com os seus dois filhos, Paulo e Ricardo, “Guitarra portuguesa por António, Paulo e Ricardo Parreira”, que “apresenta guitarradas tradicionais, revisitando a tradição e homenageando os seus grandes intérpretes”, disse à Lusa António Parreira, que toca há 40 anos.
Em março de 2014, o músico publicou “O livro dos fados – 180 Fados Tradicionais em partituras”.
Em declarações à Lusa, António Parreira realçou o papel daqueles “menos visíveis, mas não menos brilhantes” no universo fadista, que sendo menos conhecidos do grande público “são indispensáveis para a criação fadista”, cita o BeiraNews.
“A guitarra portuguesa faz parte da cultura portuguesa, e esta não se constrói somente pelo relevo dos protagonistas mediáticos, é também suportada pelas figuras menos conhecidas do grande público, talvez mais discretas, mas não menos brilhantes, e que trabalham para manter as nossas tradições, para continuarmos o amanhã”, afirmou António Parreira.
“Há que manter o respeito pela autenticidade da herança que estas grandes mestres, como Armandinho, e outros, nos passaram”, acrescentou.
No ano passado, O Luso homenageou o fotógrafo Álvaro da Silva Resende, conhecido no meio fadista como “o Barão”, que morreu em 2005.
Em 2014, foi homenageada a fadista Maria Amélia Proença, de 78 anos, tendo sido descerrada uma lápide naquela espaço, que é apontado como “a catedral do fado”.
No convívio fadista de sábado à noite, participam, entre outros, os fadistas Marina Rosa, Augusto Ramos, Hugo Prazeres, Teresinha Landeiro, Liliana Martins, Filipa Carvalho, Liana, Filipa Tavares e Sérgio Silva, e os músicos António Barbosa (violinista), Fernando Costa (baixista), Bruno Chaveiro e António Martins (guitarristas) e Miguel Costa (violista).

 

mw-1024.jpg

 

O Café Luso abriu portas em 1927, na avenida da Liberdade, em Lisboa, e, em 1939, passou a ocupar as cocheiras e celeiro de um antigo palácio do século XVII, na travessa da Queimada, no Bairro Alto.
Em 1932, o jornal Guitarra de Portugal noticiava “a fama extraordinária do Café Luso, [cujos] créditos que o assinalam, já o consagram como sendo a melhor casa de recreio e de fado de todo o país” e referia que reunia "os mais afamados nomes".
Amália Rodrigues (1920-1999) e Cidália Moreira foram duas das fadistas que gravaram um álbum, com público, no Café Luso, que foi também cenário de várias transmissões radiofónicas, palco de diversos concursos de fado.
O fado foi proclamado, a 27 de novembro de 2011, Património Imaterial da Humanidade pelo VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura, que reuniu em Bali, na Indonésia. A candidatura portuguesa foi considerada exemplar pelos peritos da UNESCO.

Fotos: DR/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)


Pág. 1/13



Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter