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Divino Sospiro. 

 

A estreia moderna da serenata “L’Endimione”, de Niccolò Jommelli, abre no sábado, o III Ciclo Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie, no Palácio de Queluz, que inclui um recital pela pianista Gabriela Canavilhas.

“Este ciclo de música é uma pequena contribuição, uma luz aparentemente escondida que atravessa a cortina, onde a interpretação de grandes obras da cultura ocidental é complementada com a apresentação moderna de mais uma obra recuperada do património musical associado ao Palácio de Queluz: a serenata ‘L’Endimione’ de Jommelli”, sublinha, em comunicado, o maestro Massimo Mazzeo, diretor artístico do ciclo.
A estreia está agendada para às 21:30, na sala do Trono do Palácio, pela orquestra Divino Sospiro, sob a direção de Mazzeo, e com a meio-soprano Lucia Napoli e as sopranos Milena Georgieva, Bárbara Barradas, Margarida Pinheiro. A serenata “L’Endimione”, de Jommelli, com libreto de Pietro Metastasio foi escutada em Queluz em 1780.
A ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, com a orquestra Concerto Moderno, sob a direção de César Viana, apresentam o concerto-palestra “Um compositor português no tempo de Napoleão”, dedicado a João Domingos Bomtempo (1775-1842), no dia 21 de outubro, na sala do Trono.
A programação do ciclo inclui, no dia 08, o recital por Vittorio Ghielmi, em viola da gamba, e Florian Birsak, no pianoforte, intitulado “O crepúsculo da viola da gamba”, na sala da Música do Palácio, constituído por obras de Carl Friedrich Abel, Johann Christian Bach, Andreas Lidl, Muzio Clementi e Carl Philipp Emanuel Bach.
No dia 14, também na sala da Música, o agrupamento alemão Compagnia di Punto apresenta “Dois grandes e um pequeno mestre”, que é composto por obras de Antonio Rosetti, Franz Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart.
Rogério Rodrigues, músico português radicado na Holanda, especialista em pianos históricos, apresenta no dia seguinte, na sala da Música, o recital “Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris”, com obras de Mozart, Muzio Clementi e João Domingos Bomtempo.
O violinista italiano Giuliano Carmignola atua com a Orquestra da Accademia dell’Annunciata e Riccardo Doni (cravo e direção musical), e apresenta, no dia 20, na sala do Trono, o concerto “Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana”, com obras de Johann Christian Bach, Carl Philipp Emanuel Bach, Felice Giardini e Carl Friedrich Abel.
No dia 22, o violinista regressa à sala do Trono para apresentar “Um serão com Beethoven”, também acompanhado pela Accademia dell’Annunciata e pela Divino Sospiro, sob a direção musical de Massimo Mazzeo.

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“Um passeio pelo Classicismo europeu” é o mote da noite do dia 28, na sala da Música, pelo Helianthus Ensemble, composto por Laura Pontecorvo (flauta), Iskrena Yordanova (violino), Marco Ceccato (violoncelo) e Guido Morini (cravo), que interpretará obras de Tommaso Giordani, Giovanni Battista Costanzi, Joseph Haydn, Franz Danzi e Mozart.

O trio La Gaia Scienza encerra o ciclo, no dia 29 com o recital “Três trios da trindade vienense”, que apresentará obras de Haydn, Mozart e Beethoven. O trio La gala Scienza é formado por Federica Valli (pianoforte), Stefano Barneschi (violino) e Paolo Beschi (violoncelo).

Fotos: PSML/FMS

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Os restos mortais do pianista Vianna da Motta são trasladados esta semana do cemitério do Alto de S. João para o dos Prazeres, em Lisboa, por iniciativa da Câmara Municipal, noticiou a Lusa, citando um neto do músico, segundo o Notícias ao Minuto.

O designer José Brandão, um dos cinco netos do pianista, disse à Lusa, que a trasladação é justificada por atualmente os descendentes não terem qualquer ligação com os proprietários do jazigo onde se encontravam os restos mortais de José Vianna da Motta, falecido há mais de 60 anos.
“O caixão com o corpo do meu avô ficou no jazigo da mulher do irmão, do qual não houve descendência, e atualmente nós não temos qualquer contacto com os proprietários [do jazigo] e aceitámos o interesse da Câmara de Lisboa, em trasladar os seus restos mortais para um jazigo no cemitério dos Prazeres”, explicou à Lusa José Brandão.
A cerimónia de trasladação do Alto de S. João paar os Prazeres “é absolutamente privada” e decorrerá “esta semana”, disse.
O corpo do pianista ficará num jazigo adquirido pela Câmara de Lisboa, no cemitério dos Prazeres, em Campo de Ourique, onde no próximo sábado, pelas 16:00, é realizada uma homenagem, à qual não estarão presentes o ministro e o secretário de Estado da Cultura, "por impossibilidade de agenda", disse à Lusa fonte oficial.
Esta homenagem conta com a participação da soprano Elvira Archer, que fará a evocação do pianista que “foi um dos maiores do seu tempo no plano internacional”, como realçou José Brandão, e de Maria José Borges, da Escola de Música do Conservatório Nacional. Na ocasião o Quarteto Lacerda interpretará o Quarteto em Sol Maior, de Vianna da Motta.
O quarteto é formado pelos músicos Alexander Stewart (primeiro violino), Regina Aires (segundo violino), Paul Wakabayashi (violeta) e Luís André Ferreira (violoncelo), e à cerimónia assistirá o pianista Artur Pizarro, que “é uma espécie de neto musical de Vianna da Motta, sendo Sequeira Costa, um filho, por ter sido um dos seus discípulos, que mais se distinguiu”.
O pianista Sequeira Costa, a viver nos Estados Unidos, não assiste à cerimónia “por razões de saúde”.
José Vianna da Motta nasceu em S. Tomé e Príncipe, em 1868, estudou e viveu na Alemanha durante 32 anos, dos 14 aos 46 anos, tendo então dirigido a classe de virtuosidade de piano no Conservatório de Genebra, e em 1917 regressou a Portugal, onde foi diretor do Conservatório Nacional de Lisboa, de 1919 a 1938.
Além de pianista exímio, aclamado pela crítica internacional, Vianna da Motta foi também compositor, sendo autor entre outras, da sinfonia "À Pátria", e das peças “Umflort, gehült in Trauern”, "Evocação dos Lusíadas" e "Cenas nas montanhas", entre outras. Foi colaborador da revista Lusitânia entre 1924 e 1927 e é autor dos livros "Nachtrag zu Studiem bei Hans von Büllow von Theodor Peiffer" (1896), "Pensamentos extraídos das obras de Luís de Camões" (1919), “Vida de Liszt" (1945) e "Música e músicos alemães" (1947).
O compositor e pianista Franz Liszt ofereceu a Vianna da Motta uma fotografia sua com a seguinte dedicatória: "A José Vianna da Motta, saudando os seus futuros sucessos”.

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