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O pianista Júlio Resende definiu o seu novo álbum, “Fado & Further”, "como um trapézio sem rede, mas também sem pensar em cair”, tendo sido gravado ao vivo “sem as proteções” do estúdio.

O disco foi gravado nos "intervalos" da digressão que Júlio Resende realiza desde o ano passado, e que já o levou a Timor-Leste e ao Japão.
Segundo fonte da discográfica Valentim de Carvalho, que chancela o CD, “o disco conta com duas partes, uma a solo, em que o pianista traz novas visões sobre o cancioneiro fadista, um tema original, e um tema tradicional hispânico, e outra parte com a participação da cantora Sílvia Pérez Cruz, [que] partilhou o palco da Fundação Calouste Gulbenkian, com Resende”, em setembro do ano passado, no âmbito do ciclo “Músicas do mundo”.
O pianista recordou, dessa atuação, o “grande auditório da Gulbenkian todo de pé, ao fim da terceira música que tocámos", aplaudindo Silvia Pérez Cruz.
"Silvia Cruz é, neste momento, referenciada como uma das mais extraordinárias cantoras que Espanha já conheceu, visceral, autêntica, como Amália em Portugal", segundo fonte da Valentim de Carvalho.
Outro participante no CD é o cantautor brasileiro Moreno Veloso, filho de Caetano Veloso, que "tem um talento notável para a composição de canções e para as fazer vibrar na voz, de um modo tão carinhoso e profundo como os seus antepassados", segundo a mesma fonte.
Entre os temas que constituem o novo CD, refira-se "Uma outra Mariquinhas", "Fado Loucura", "Da alma", "Gaivota" e "Enfrentar o medo".
O CD "Júlio Resende - ao vivo - Fado & further" tem um texto da atriz Sandra Barata Belo e a "edição especial" inclui um DVD gravado ao vivo, intitulado "Amália por Júlio Resende”, que regista “uma conversa do pianista com o escritor Gonçalo M. Tavares".
Júlio Resende começou a tocar piano aos quatro anos e estudou no Conservatório, em Faro, cidade onde nasceu.
Participou em "workshops" no Hot Clube, em Lisboa, na New School for Jazz and Contemporary Music, do Berklee College of Music, e na Bill Evans Academy, e frequentou a Université de St. Denis – Paris VIII, a estudar jazz.
Em 2006, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Atualmente desempenha funções docentes de piano-jazz na Universidade de Aveiro, no âmbito do Mestrado em Música-Jazz.
Depois de gravar em quarteto e trio os três primeiros discos, "Amália por Júlio Resende" foi o seu primeiro álbum a solo.

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O investigador Luciano Reis, autor de títulos como “História do Circo”, reuniu, na obra "As grandes divas do século XX", o “lado mais pessoal” de quinze atrizes, de Palmira Bastos a Eunice Muñoz, Carmen Dolores e Lourdes Norberto.

“Todas estas divas têm em comum o facto de serem primeiras figuras da cena portuguesa, terem começado muito novas e com uma missão de serviço ao espetáculo”, disse Luciano Reis, que publicou anteriormente as biografias de Laura Alves, Maria Dulce, João d'Ávila, Pedro Pinheiro, Vítor de Sousa e Ivone Silva.
“O que esta obra valoriza é uma visão pessoal sobre estas 15 mulheres que estruturaram a cena portuguesa do século XX, e são herdeiras de um património artístico do século XIX, numa altura em que havia imensas primeiras figuras e que era preciso muito trabalho para se imporem em palco”, realçou o investigador, citado pelo Notícias ao Minuto.
Amélia Rey Colaço é uma das divas referenciadas, "que, no final da vida, não só se viu sem a sua companhia, como, em 1988, foi forçada a leiloar o recheio da sua casa”, contou o investigador.
A escolha de 15 divas foi “um pânico interior” para o autor, que aponta na história das artes cénicas do século XX, “pelo menos, umas 200, a par com os galãs”.
Luciano Reis considera que ”as divas [escolhidas] contribuíram e fazem parte da identidade social e cultural do povo, no sentido mais popular e no mais erudito”.
Do grupo de 15, “todas elas de uma cultura extraordinária”, fazem também parte Maria Matos, Hermínia Silva, Beatriz Costa, Amália Rodrigues, Glicínia Quartin, Milú, Isabel de Castro, Ivone Silva, Maria Dulce e Laura Alves, que qualificou como “um vulcão no palco”.
O autor realçou que todas estas figuras “eram pessoas endeusadas no Brasil". "Todas elas, salvo um caso ou outro, tinham grande impacto no Brasil, eram grande êxito” nesse país, disse à Lusa.
Beatriz Costa, que foi pela primeira vez ao Brasil “ainda corista, foi convidada pelo grande ator Procópio Ferreira, para fazer parte da sua companhia”, no Rio de Janeiro.
Os centros de documentação do Museu Nacional do Teatro e Dança e do Teatro Nacional D. Maria II, “tão pouco conhecido, mas valiosíssimo”, foram essenciais à investigação de Luciano Reis, autor também d’”O grande livro de espetáculo – Personalidades artísticas século XX”.
A obra, com prefácio do escritor Fernando Dacosta, é amplamente ilustrada, e inclui uma lista bibliográfica, é editada pela Parsifal.

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