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Mafra é palco do Festival in'Cantate

por FMSimoes, em 28.06.15

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O festival de música erudita in'Cantate decorre em Mafra de 03 a 05 de julho; uma iniciativa da Associação Cultural Cultur'Canto, criada no passado mês de fevereiro, visando diversificar a oferta cultural naquele concelho saloio.
"Vão ser três dias dedicados à música erudita vocal 'a capella', com concertos ao ar livre junto a monumentos, para dinamizar esses espaços e contribuir para a diversificação da oferta cultural do concelho", afirmou à agência Lusa Jorge Afonso, presidente da associação e diretor artístico do evento, citado pel'A Visão.
Nesta primeira edição participam 270 cantores e nove grupos, num programa musical que vai abranger várias épocas da música ocidental, incluindo obras de cancioneiros tradicionais do mundo.
Os grupos vão interpretar cerca de 60 peças de clássicos como Clément Janequin, Orlando Di Lasso, D. Pedro de Cristo, Francis Poulenc, Claude Debussy, mas também contemporâneos portugueses, como Fernando Lopes-Graça, Eurico Carrapatoso, Tiago Marques, Carlos Pinto Fonseca e Mário de Sampayo Ribeiro.
O Festival in'Cantate abre com um concerto no auditório da Casa da Música da Malveira, com a participação dos grupos Ímpeto Ensemble, de Lisboa, Coro Feminino TuttiEncantus, de Setúbal, e do Coro de Câmara desta associação mafrense.
A iniciativa, descentralizada pelo concelho, prossegue no dia 04, com um concerto junto à igreja de Santa Marta, na Ericeira, com o Grupo Coral de Queluz, o Coro Polyphonia Schola Cantorum, de Lisboa, e o Coro da Universidade de Lisboa.
Encerra no dia 05 de julho com o terceiro concerto, no Jardim do Cerco, na vila de Mafra, com o Coro de Linda-a-Velha, o Coro Encontro, de Queluz, e o Coro Regina Coeli, de Lisboa.

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A associação integra um Coro de Câmara, com 20 elementos, que interpretam, 'a capella' ou com a colaboração de instrumentistas, repertório de diversos estilos e épocas musicais, desde o Renascimento até à música coral contemporânea. Possui ainda o núcleo "Incant'Arte", vocacionado para a produção e dinamização de eventos durante todo o ano.
Para promover a música e sensibilizar as crianças para essa área, a associação organizou concertos nas escolas dos concelhos, com a participação de grupos corais infantis.
Além de promover espetáculos e contribuir para a formação de públicos, a associação tem por objetivo "formar músicos e outros grupos para ter uma oferta ligada à música mais erudita, que explore a parte vocal e instrumental".
Depois do in'Cantate - Festival de Música, a associação tem já eventos agendados para setembro e dezembro.

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Camané canta no Chiado

por FMSimoes, em 24.06.15

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O fadista Camané faz uma apresentação na próxima sexta-feira às 19:00 do novo álbum, “Infinito presente”, seguida de sessão de autógrafos, nas portas dos Armazéns do Chiado, em Lisboa, anunciou a sua discográfica.
O criador de "Guerra das rosas" tem já agendado a apresentação do novo álbum nos dias 25 e 26 de setembro na Culturgest, também na capital.
“Infinito Presente” celebra os 20 anos da edição do CD “Noite de fados”, que assinala o início da ligação com o produtor José Mário Branco, e é o primeiro álbum de originais de Camané desde 2010.
O criador de “Escada sem corrimão” é acompanhado pelos músicos José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Carlos Bica (contrabaixo), os mesmos com quem gravou o álbum, que foi editado a 04 de maio último.

“Infinito presente”inclui um inédito de Alain Oulman, “A Correr”, e duas composições de José Júlio Paiva, bisavô do fadista.

“Infinito presente” marca o regresso do fadista aos estúdios, depois de cinco anos ausente, desde “Do amor e dos dias”, editado em setembro de 2010. Pelo meio, foi publicada, em 2013, a antologia “O Melhor de Camané 1995-2013”.

O “título-tema” do disco, “Infinito presente”, é um poema de David Mourão-Ferreira, cujo título original é “Corpo Iluminado, XII”, poeta de referência do fadista, de quem, entre outros, já gravou “Escada sem corrimão”.

Neste novo álbum, também de David Mourão-Ferreira, Camané gravou “Chega-se a este ponto”, originalmente intitulado “Equinócio”, e “Paraíso”, ambos com música de José Mário Branco.

Machado de Assis, Frei António Chagas, João Ferreira-Rosa, Manuel Alegre, Fernando Pessoa e Manuela de Freitas são outros autores escolhidos pelo fadista.

Manuela de Freitas, de quem o fadista tem gravado regularmente - cite-se "Ela tinha uma amiga", “Guerra das rosas” e “Fado Sagitário” -, é autora de oito dos 17 temas gravados pelo intérprete, que já recebeu três Prémios Amália.

Vitorino, que também já colaborou com Camané, assina a letra e música de “Medalha da Senhora das Dores”.

Quanto às composições, além das assinadas por José Mário Branco (cinco) e a de Vitorino, Camané gravou melodias tradicionais como os fados Cravo, Freira, Pintadinho, Bizarro, Santa Luzia ou Mouraria.

A duas composições de José Júlio Paiva são o “Fado Complementar” para um poema do frade seiscentista António Chagas, “Conta e tempo” e o “Fado Espanhol” para um poema de Fernando Pessoa, “Aqui está-se sossegado”. O autor de "Mensagem", incluindo os seus heterónimos, é outro poeta regular nos álbuns de Camané.

O CD é editado quando se assinalam os 20 anos do álbum “Uma noite de fados”, gravado ao vivo no Palácio das Alcáçovas, em Lisboa, e que marca o início da parceria de Camané com o músico José Mário Branco, como produtor e diretor musical.

O fadista, que recebeu o Prémio Europa - David Mourão-Ferreira, da universidade italiana de Bari, é acompanhado pelo seu ensemble habitual, José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Carlos Bica, no contrabaixo.

A edição estará disponível nos formatos "Edição Especial”, constituído por um CD com 17 temas e um DVD, com o documentário das gravações, realizado por Filipe Ferreira, uma "Edição Standard", composta por um CD com 15 temas, e uma "Edição Digital", com 17 temas, disse à Lusa fonte da discográfica Warner Music.

Camané, de 47 anos, começou a cantar fado e a gravar ainda jovem, fortemente influenciado pelo meio familiar. Em 1979, venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, tendo participado, na década de 1980, em várias produções teatrais de Filipe la Feria, como “Grande Noite”, “Maldita Cocaína” e “Cabaret”.

Em 1998, editou “Na linha da vida”, que a imprensa considerou um dos melhores álbuns do ano e que inclui fados como “Eu não me entendo” ou “Senhora do Livramento”. Em 2008, editou “Sempre de mim”, em que interpretou poetas como Luís Macedo e Pedro Homem de Mello, e resgatou composições inéditas de Alain Oulman, compositor exclusivo de Amália Rodrigues, falecido em 1990.

Camané tem feito incursões noutros géneros musicais. No ano passado atuou no Festival Île de France, em Paris, numa homenagem a Cesária Évora, acompanhado pelos músicos da cantora cabo-verdiana, e foi um dos escolhidos para o projeto “Humanos”, com Manuela Azevedo e David Fonseca, que recuperou canções de António Variações, 20 anos após a morte deste autor.

 

 

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