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António Chaínho celebra 50 anos de carreira com um novo álbum, “Cumplicidades”, uma série de concertos, dois deles, em abril, no Coliseu do Porto e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O músico, que completou 77 anos no dia 27 de janeiro, recordou à Lusa: “Eu vim da minha aldeia, S. Francisco da Serra, para Lisboa, em finais do ano de 1965, para tocar no restaurante típico A Severa, no Bairro Alto”.
Sobre o novo álbum, "Cumplicidades", que sucede a “LisGoa”, é editado pela Sony Music, no dia 16 de março, e conta com a participação, entre outros, de Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Paulo de Carvalho, Ana Bacalhau, Sara Tavares, Fernando Ribeiro, Hélder Moutinho, Paulo Flores, Filipa Pais e Ana Vieira. O “single” de apresentação é o tema “Aprender a sorrir”, interpretado por Vanessa da Mata, noticiou o DN.
“Cumplicidades” foi produzido por António Chainho e pelo seu diretor musical Ciro Bertini, com a assistência de Tiago Oliveira, e contém mais de uma dezena de novas canções originais, “assim como um conjunto significativo de instrumentais para guitarra portuguesa”, em que António Chainho é acompanhado, entre outros, pelo acordeonista Kepa Junquera e o trompetista Raul D’Oliveira, afirma a discográfica em comunicado.

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Os espetáculos estão agendados para o dia 10 de abril, no Centro Cultural de Belém, e para o dia seguinte, no Coliseu do Porto.

Depois d’A Severa, onde acompanhou nomes como Lourenço de Oliveira, Alice Maria, Natércia da Conceição e Manuel Fernandes (“senhor de um estilo muito próprio, que cantava admiravelmente no fado menor ‘A Vassourinha’”), António Chaínho foi para Cascais, iniciar a casa O Picadeiro, “onde iam muitos fadistas de Setúbal”.
Desta primeira fase da sua carreira, como disse à Lusa, o músico sente saudades. “Ouvia aqueles nomes na rádio, lá na minha aldeia e, de repente, ali estava eu a acompanhá-los: Tony de Matos, Lucília do Carmo e o filho, Carlos [do Carmo], Teresa Tarouca, António Mourão, Tristão da Silva, Ada de Castro. "Eram todos grandes vedetas, e eu, na véspera, nem dormia pelo nervosismo, sentia um frio no estômago”, revelou.
Em Cascais abriu ainda uma outra casa, o Forte D. Rodrigo, com o fadista Rodrigo, que contava, no seu elenco, com nomes como Manuel de Almeida e Ivone Ribeiro.
O músico situa a segunda fase da sua carreira, em finais da década de 1970, quando começou a preocupar-se com a necessidade de um curso de guitarra portuguesa para novos instrumentistas, que viria a concretizar décadas depois, com a abertura do ensino da guitarra portuguesa no Museu do Fado, em Lisboa, e numa escola em Santiago do Cacém, o seu concelho natal, em 2005.
“Comecei a concentrar-me mais na composição e reduzi os acompanhamentos, restringindo-me praticamente ao Carlos do Carmo [que acompanhou durante mais de 20 anos], ao Frei Hermano da Câmara e, mais tarde, a Rão Kyao, com o qual gravei o álbum ‘Fado Bailado’, em 1983”, disse.

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A terceira fase “começou há 23/24 anos quando me lancei sozinho, em recitais, e a dedicar-me com mais afinco à composição, convidando algumas vozes, como aconteceu com o álbum ‘A Guitarra e outras mulheres’”.

A carreira de António Chaínho conta com sete álbuns editados em nome próprio e um DVD, “Ao vivo no CCB”, e com a partilha de interpretações com nomes como Fernando Alvim, que foi viola de Carlos Paredes durante mais de 25 anos, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes e Nina Miranda, entre outros.

Fotos:artesonora/FMS

 

 

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 Ana Moura na Festa d'O Avante.

Ana Moura, Carminho, Katia Guerreiro e Ricardo Ribeiro, e o guitarrista e compositor de fado Mário Pacheco são condeco-rados no dia 27 pelo Presidente da República, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, no Museu do Fado, pelas 19:00, noticou o Notícias ao Minuto.

Ana Moura, de 35 anos, natural de Santarém, cantou na banda Sexto Sentido. Descoberta pela fadista Maria da Fé, numa noite de fados, a criadora de “Búzios” começou a cantar regularmente no restaurante típico Senhor Vinho, em Lisboa, e fez os primeiros discos com o produtor e músico Jorge Fernando.

O seu mais recente álbum de estúdio, “Desfado”, foi considerado pelo Sunday Times, do Reino Unido, o melhor álbum de 2013 na área da "world music". O jornal, que tinha já elogiado “Desfado”, afirmou que a voz de Ana Moura é "intoxicante". O CD de "Desfado", gravado ao vivo no Festival “Aqui mora o fado”, de 2013, valeu-lhe um Prémio Amália Melhor Álbum, a que juntou ao ganho em 2010 de Melhor Intérprete.

Entre outros músicos, a fadista gravou com Prince e cantou com a banda britânica The Rollings Stones.

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Carminho acompanhada por Luís Guerreiro. 

Carminho, de 30 anos, começou por cantar na casa de fados gerida pela mãe, a fadista Teresa Siqueira, a Taverna do Embuçado, em Alfama. Em 2005 ganhou o Prémio Amália Revelação e, em 2012, recebeu o Prémio Amália de Melhor Intérprete. O primeiro álbum, “Fado”, foi editado em 2009, com produção do músico Diogo Clemente, que tinha já produzido álbuns de Raquel Tavares e Mariza.
Anteriormente, entre outras experiências de palco, Carminho, de seu nome completo, Carmo Rebelo de Andrade, gravou, em 2003, com o grupo Tertúlia de Fado Tradicional, radicado na Suíça, o CD "Saudades do Fado".

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 Katia Guerreiro.

Katia Guerreiro nasceu há 38 anos em Vanderbijlpark, na República Sul-Africana, viveu a infância nos Açores e licenciou-se em Medicina em Lisboa, onde fez parte da Tuna Médica e do grupo de teatro Miguel Torga. Anteriormente, tinha feito parte de um rancho folclórico açoriano. Na década de 1990, foi vocalista do gupo de música tradicional portuguesa Os Charruas.
Katia Guerreiro foi descoberta para o fado pelos músicos Paulo Parreira e José Mário Veiga, este último ainda hoje a acompanha à viola. A fadista canta há cerca de 15 anos e, no seu palmarés, conta com um Prémio Amália Melhor Intérprete.

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 Ricardo Ribeiro com Olga Cerpa atuando em  Las Palmas, este mês.

Ricardo Ribeiro, de 33 anos, começou a cantar ainda jovem nas coletividades de recreio lisboetas e tem como maior referência o fadista Fernando Maurício, que acompanhou e com quem cantou amiúde.
O intérprete de "Destino marcado", já distinguido com dois prémios Amália - Revelação, em 2005, e Melhor Intérprete, em 2010 -, tem colaborado com músicos como Pedro Jóia, Rabih Abou-Khalil e Olga Cerpa, entre outros.
O seu primeiro álbum de estúdio data de 2000, “No reino do fado”, tendo editado outros três, o mais recente intitulado “Largo da Memória”.

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 Mário Pacheco.

Mário Pacheco, de 60 anos, é filho do guitarrista Mário Pacheco que, entre outros nomes, acompanhou Hermínia Silva ("anda Pacheco!). Pacheco filho, que atualmente dirige o Clube de Fado, em Alfama, começou por tocar viola e, posteriormente, guitarra portuguesa, tendo já acompanhado nomes como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Camané, Hermínia Silva, Max, Tristão da Silva, Mísia, entre outros. Como compositor, é autor de “Cavaleiro monge”, uma criação de Mariza.

A Ordem do Infante, criada em 1960, distingue personalidades que tenham prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.

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 Argentina Santos condecorada em 2013. 

Vários fadistas receberam já esta distinção, nomeadamente Amália Rodrigues, Mariza e Mísia. Em 2013, Cavaco Silva condecorou, no Palácio de Belém, com a mesma comenda, os fadistas Argentina Santos e Vicente da Câmara e o guitarrista e compositor de fado Carlos Gonçalves.

 

Fotos: D.R./FMS

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