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Carlos do Carmo -  Grammy Latino de Excelência Musical.

 

Carlos do Carmo, o realizador Manoel de Oliveira e a ilustradora Catarina Sobral figuram entre os portugueses que viram o trabalho artístico ser reconhecido a nível internacional ao longo de 2014.
Este ano, as áreas que somaram maior reconhecimento fora de portas, através de prémios, galardões, distinções e insígnias, foram a música, a arquitetura, o cinema, a ilustração e o património.
Carlos do Carmo, com 50 anos de carreira, recebeu em novembro o Grammy Latino de Excelência Musical, pelo "contribuito criativo de excecional importância artística".
Meses antes, em outubro, Mariza, considerada uma das mais internacionais vozes do fado, conquistou o prémio Womex 2014 por ter alcançado "novos patamares artísticos".
No cinema, Manoel de Oliveira, que completou 106 anos no dia 11 de dezembro, recebeu as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra de França, país que sempre estimou a cinematografia do cineasta português.
A distinção, uma das mais importantes da República Francesa, pretende "recompensar uma personalidade e uma carreira fora do comum".
Entre os prémios que reconheceram o cinema português sobretudo em contexto de festival, destaca-se a passagem de "Cavalo Dinheiro", novo filme de Pedro Costa, pelo Festival de Cinema de Locarno e que lhe valeu o Leopardo de Melhor Realização e o Prémio da Federação Internacional de Cineclubes.
Destaque também para "Alentejo, Alentejo", de Sérgio Tréfaut, premiado na Colômbia, "A campanha do Creoula", de André Valentim de Almeida, que venceu o prémio Doc Alliance 2014, e para "The trail of a tale", de Gonçalo Tocha, distinguido pelo Banco Mundial.
"Luminita", de André Marques, foi premiado na Grécia, "Metáfora ou a tristeza virada ao avesso", de Catarina Vasconcelos, em França e "Pecado Fatal", de Luís Diogo, no Canadá e na Croácia.
Na ilustração, os holofotes centraram-se em Catarina Sobral, Marta Monteiro, João Fazenda e André Letria. Catarina Sobral venceu em março o prémio internacional de ilustração, de 20.000 euros, atribuído pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, com o livro "O meu avô".
Marta Monteiro e João Fazenda foram premiados pela publicação norte-americana Communication Arts, enquanto Letria foi distinguido pela revista norte-americana 3x3 com duas medalhas de prata.
Este ano, o Grande Prémio Press Cartoon Europe também foi atribuído a Portugal, para o cartoonista Rodrigo de Matos, que venceu com um trabalho que faz referência à crise económica e ao apuramento de Portugal para o campeonato do mundo que decorreu no Brasil.
Uma fotografia de um incêndio que atingiu em 2013 a Serra do Caramulo, valeu ao fotojornalista da Agência Lusa Nuno André Ferreira o primeiro prémio da Aliança das Agências de Notícias do Mediterrâneo.
Na música, além daqueles dois prémios a Carlos do Carmo e Mariza, o músico Rodrigo Leão foi distinguido pela associação norte-americana de autores, compositores e editores, pela banda sonora do filme "O mordomo".
O Festival Jazz em Agosto, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian, recebeu um prémio de prestígio da associação Europe Jazz Network.
O músico José Mário Branco recebeu o Prémio Luigi Tenco, em Itália, e o maestro António Victorino d'Almeida foi condecorado com as insígnias de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França.
No património, Portugal recebeu dois Prémios Europa Nostra, pela Rota Histórica das Linhas de Torres, referente às fortificações do século XIX, e pelo programa radiofónico "Encontros com o Património", da Direção-Geral do Património Cultural e da TSF.
Na arquitetura, a plataforma eletrónica Archdaily atribuiu o prémio "edifício do ano" a quatro projetos portugueses: Chalé das Três Esquinas (Braga), Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, Escola Brancaamp Freire (Pontinha) e as habitações "Three snake houses", do Pedras Salgadas Park (Bornes de Aguiar).
O projeto de requalificação do Mercado do Bom Sucesso, no Porto, mereceu o Global Award of Excellence, dos Estados Unidos.

Foto: CML/FMS

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 Frei Hermano da Câmara - Prémio Amália Rodrigues Carreira

 

Mais de cem criadores, em diferentes áreas da Cultura e das Artes, viram o seu talento distinguido em 2014, ano em que se entregaram mais de 150 galardões de âmbito nacional.

Só no dia 22 de maio a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) distinguiu 23 personalidades das mais diversas áreas, do Bailado à Literatura, passando pela Música, a Rádio e o Teatro, entre outras.
A jornalista e escritora Maria Teresa Horta, de 76 anos, recebeu o Prémio de Consagração de Carreira, e na ocasião lembrou ter tido sempre “um percurso muito perto da literatura”.
Na área da Literatura foram entregues 14 galardões, entre eles, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), no valor de 15 mil euros, que distinguiu a obra “Que importa a fúria do mar”, de Ana Margarida de Carvalho, que para o júri revela “uma maturidade invulgar”.
O Prémio LeYa, o galardão literário de maior valor pecuniário – 100 mil euros -, foi para o romance de estreia do jovem de 24 anos Afonso Reis Cabral, "O meu irmão”.
De todas as áreas, a que mais prémios entregou foi a do Cinema, num total de 51, entre os dos festivais, os Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema, os Áquila, da Fénix Associação Cinematográfica, e outros, como os da GDA, cooperativa de Gestão de Direitos dos Artistas.
Joaquim Leitão recebeu o Sophia para Melhor Realizador pelo filme “Até amanhã, camaradas”, enquanto “A última vez que vi Macau”, de João P. Rodrigues e João Guerra da Mata, foi distinguido na categoria de Melhor Filme.
Na área da Música foram distribuídos 17 prémios, 13 deles entregues pela Fundação Amália Rodrigues, que, entre outros, distinguiu Frei Hermano da Câmara (Prémio Carreira), José Manuel Barreto (Melhor Intérprete) e a título póstumo, o editor discográfico Rui Valentim de Carvalho, com o Prémio Tributo.
O Prémio José Afonso foi para a fadista Gisela João e o Prémio Carlos Paredes para Pedro Caldeira Cabral pelo seu álbum, “Labirinto da guitarra”.
Na área de Ensaio foram atribuídos 15 galardões, nove pela Academia Portuguesa da História, entre eles, o Prémio Lusitania, no valor de dois mil euros, que galardoou a obra de Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva, “História da Inquisição Portuguesa (1536-1821)”.
Ao longo do ano foram distinguidas personalidades noutras áreas como o Teatro, com Raul Malaquias Marques a vencer o Grande Prémio SPA/Teatro Aberto pela peça “Ao vivo e em direto”, que vai estrear em 2015, na arquitetura, fotografia e artes plásticas.
Susana Ventura venceu o Prémio Fernando Távora por um roteiro de viagem que relaciona paisagens entre o Oriente e o Norte e Centro da Europa, intitulado “Expedição a uma arquitetura intensiva”.
Na Fotografia, os vencedores da 10.ª edição do Prémio BES Revelação foram Patrícia Bandeira, Pedro Henriques, Sofia Lopes Borges e Lúcia Prancha.
Ana Jotta venceu o Grande Prémio Fundação EDP Arte, no valor de 50.000 euros, cujo júri destacou “a [sua] constante inventividade que lhe dá sentido contemporâneo”.
O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, na Beira Alta, recebeu o Prémio Vilalva, no valor de 50 mil euros, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela “relevância, oportunidade e qualidade” do projeto de requalificação, da responsabilidade do ‘atellier’ da arquiteta Teresa Nunes da Ponte.
Na área dos Museus, o Prémio Reynaldo dos Santos foi entregue ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, pela exposição “Um gosto português. O uso do azulejo no século XVII”.
A escritora Lídia Jorge recebeu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelos governos de Portugal e Espanha, e o poeta brasileiro Alberto da Costa e Silva foi distinguido com o Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, promovido pelos governos de Lisboa e Brasília.
O escritor turco Ohran Pamuk, pela “importante discussão” em torno dos valores fundamentais da Europa, recebeu o Prémio Helena Vaz da Silva, do Centro Nacional de Cultura, no âmbito do Prémios Europa Nostra.
Entretanto, este ano, foi anunciado a criação de novos prémios, nas áreas do Teatro e da Literatura. A companhia de teatro de Beja Lendias d’Encantar anunciou o Prémio Novas Dramaturgias para incentivar a produção de textos originais para teatro, e a câmara de Matosinhos, um de escrita teatral em Língua Portuguesa.
As câmaras de Constância, Covilhã e Baião, anunciaram, respetivamente, a criação dos prémios Alexandre O’Neil, António Alçada Baptista e Eça de Queiroz.

Foto: DR/avidaeumpalco.com/FMS

 

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