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Nuno Ricou Salgado foi distinguido com o Prémio Natércia Campos, para o melhor produtor português nas áreas da Dança e do Teatro, entregue pela Academia de Produtores Culturais.

Nuno Ricou Salgado, de 45 anos, foi escolhido por unanimidade pelo júri que foi presidido por Miguel Abreu e constituído ainda pelos produtores Célia Caeiro, Cláudia Regina, Conceição Mendes e Nuno Pratas.

Segundo a declaração do júri, este “teve em atenção a larga experiência acumulada no desempenho das funções de produtor do premiado, nomeadamente em projetos de cariz sóciocultural como demonstrou o seu trabalho no Chapitô [em Lisboa] durante 16 anos”, onde foi responsável pelo departamento de Audiovisual, pela produção da companhia de novo circo e pela programação cultural.

O distinguido, que recebe um cheque no valor de mil euros, produziu, em 2009, a ópera “Crioulo”, no Centro Cultural de Belém, com coreografia de António Tavares e música de Vasco Martins. Produziu e realizou para RTP o “Funzine UGH!”, um magazine de informação, apoiado pela Comissão Europeia, através do Programa Juventude para Europa.

Nuno Ricou Salgado foi diretor de produção dos festivais de cinema Doclisboa, em 2004, da Muestra de Cine Documental Português, em Barcelona, do Docúpolis, em Barcelona, em 2006, e, em 2005, do seminário Doc’s Kingdom, em Serpa.

Em 2004 fundou a Procur.arte - Associação Cultural e Social e, desde esse ano e até 2011, editou o Pisa-Papéis – Roteiro das Artes do Espetáculo. De 2008 até 2011 coordenou a FORMAS – Feira de Artes Performativas de Tavira.

Nuno foi e é capaz de concretizar projetos culturais estruturais e estruturantes – dando corpo, forma, discurso e recursos a ideias, quer de criadores artísticos, quer da sua própria iniciativa enquanto produtor, ele próprio criador. Por outro lado faz dele um produtor cultural o facto de procurar em todos os seus trabalhos aproximar pessoas - artistas e públicos, e artistas entre si”, lê-se na declaração do júri, divulgada pela imprensa.

Para os jurados “muitos dos seus projetos procuraram dinamizar - e dinamizaram - outros modelos de produção cultural em Portugal, envolvendo todas as artes do palco (teatro, dança, música, circo, artes visuais), na convicção, aparente, de que todas estas linguagens se devem unir mais, de modo a alcançarem um maior impacto público e desafiarem-se criativamente em redes de pensamento e de ação”.

O júri destaca também o trabalho de Nuno Ricou como “diretor artístico e coordenador geral do projeto ‘Entre Margens – O Douro em Imagens’ (2010-2013) – Um projeto de arte pública desenvolvido em rede em oito cidades do Norte: Porto, Vila Real, Lamego, Amarante, Vila Nova de Gaia, Mirandela, Santa Marta de Penaguião e Peso da Régua; esta exposição também foi apresentada em Bordéus e Lisboa”, segundo a agência Lusa, citada pelo Público.

Paralelamente a estes grandes projetos estruturais, o Nuno tem produzido dezenas de peças de teatro, destacando-se ‘Fausto’”, acrescenta o mesmo texto, aludindo à peça levada este ano à cena, no Teatro Nacional D. Maria II, sobre textos de Fernando Pessoa e de Christopher Marlowe.

O prémio é atribuído bienalmente e ostenta o nome de Natércia Campos, produtora de teatro falecida em 2008, que fez parte da companhia O Bando.

Segundo um comunicado da Associação Portuguesa de Produtores, este galardão visa “estimular os profissionais da produção cultural em Portugal ao cumprimento do seu desempenho profissional com profissionalismo, visão e ética”.

Em 2011, o Prémio Natércia Campos distinguiu o trabalho de Cláudia Regina, tendo Natxo Checa recebido uma Menção Honrosa.

A Academia de Produtores Culturais apresenta-se como “uma associação que congrega uma conjunto de profissionais de produção cultural a trabalharem em Portugal”.

 

 

Foto: A. Produtores Culturais/FMS 

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