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A Bertrand assinala o primeiro centenário da edição da antologia de contos "Jardim das Tormentas", de Aquilino Ribeiro, com a reedição da obra do escritor falecido há 50 anos, em Lisboa.

A atual edição inclui uma nota escrita pelo próprio Aquilino Ribeiro, na reedição de 1960, contava o escritor 75 anos, e na qual se refere à obra como uma "plantação de cardos meio exóticos, um ou outro coroado ao alto de uma flor rubra, que lhe dá o ar de lança que acaba de varara ilharga dum justiçado, e plantação ainda de escarapeteiros que picam as mãos".

A edição inclui o prefácio em jeito de carta, da edição original, de 1913, da autoria do escritor Carlos Malheiros Dias. O texto assume um tom intimista. Nele, Malheiro Dias não esconde as divergências entre os dois escritores, nomeadamente em campos políticos opostos, e questiona-se sobre o que levou AquilinoRibeiro a convidá-lo para fazer o prefácio.

"Nenhum de nós fez às suas opiniões o mínimo sacrifício em benefício desta camaradagem. Eu me conservo fiel às convicções em que se educou o meu espírito, e nelas venero um património familiar. O sr. Aquilino Ribeiro não necessita que eu venha servir de fiador à constância inquebrantável da sua fé de revolucionário".

Carlos Malheiro Dias, autor de "A esperança e a morte", foi um ativista monárquico que se exilou no Brasil após a proclamação da República em 1910, enquanto Aquilino foi um ativista republicano, até com supostas ligações à organização secreta Carbonária.

No texto, Malheiro Dias dá conta desta divergência e afirma: "A república está necessitada de uma elite dirigente, que a civilize, que a traga das suas abstrações furibundas às realidades humanitárias; e, por todos os motivos, a sua distinta inteligência e o seu tirocínio de civilização naturalmente o indicam para ser nessa classe - e porque não casta? - uma figura de insinuantíssimo relevo. Este livro o testemunha".

Aquilino Ribeiro é autor de 23 romances e novelas, entre os quais “A Casa Grande de Romarigães” e “Quando os lobos uivam”, dez contos e uma biografia de Camilo Castelo Branco, em três volumes, editada em 1956.

Nascido em 1885, em Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Aquilino Ribeiro estudou Teologia, em vários seminários portugueses, e Literatura, na Sorbonne, em Paris.

Em 1960 foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, por Francisco Vieira de Almeida, com o apoio de várias personalidades, designadamente Mário Soares, Alves Redol, Luísa Dacosta, Vitorino Nemésio e David Mourão-FerreiraEm 1963 foi alvo de várias homenagens no país, tendo falecido, em Lisboa, no dia 27 de maio.

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