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O livro “40 fados”, de José Luís Gordo e Arménio de Melo, é apresentado no dia 28 de novembro às 19:00 no Museu do Fado.

A ideia, explica Arménio de Melo numa nota introdutória, foi compor melodias, com a respetiva partitura para guitarra, para poemas em quadras, decassílabos, quintilhas, sextilhas, alexandrinos e versículos, "os fados ditos estróficos”.

“Este livro é uma proposta contemporânea para o Fado, ao apresentar um conjunto de inspiradas melodias que servem o modelo do Fado tradicional, e em que os poemas revelam uma grande variedade de recursos poético-estilísticos, em palavras talhadas com sensualidade”, escreve na introdução o jornalista Nuno Lopes.

Para Nuno Lopes “o Fado torna-se obra de arte quando as palavras, que são a sua essência, encaixam na melodia, acentuadas pela voz”.

“Um jogo de regras que atrai, tal como em qualquer exercício artístico”, remata.

Segundo Nuno Lopes, há este livro, melodias em partituras, que vão ao encontro de várias características que definem o Fado tradicional como seja estrofes em igual número de versos; número de versos com limite estrófico, isto é, quadras, quintilhas, sextilhas e décimas, e contemplando ainda a limitação do verso por sílaba a quatro, sete (redondilha maior), a dez (decassílabo) ou a 12, habitualmente alexandrinos”.

“O Fado, género enraizadamente popular e português cultiva toda a métrica utilizada pela poesia erudita”, conclui.

Sobre a obra, Sara Pereira, directora do Museu, escreve que resultou de um “diálogo cúmplice”, entre a poesia de José Luís Gordo, que “tem sido o cronista de uma Lisboa íntima, luminosa de simplicidade” e a composição de Arménio de Melo, “oriundo de uma linhagem de grandes músicos do fado liderada pelo histórico Martinho d’Assunção, com quem estreitamente colaborou”.

“Deste diálogo cúmplice entre a poesia e a música surgiram 40 fados inéditos que o destino transmutará agora, seguramente, no encontro alquímico entre o texto, a música e a voz”, remata a diretora do Museu do Fado.

Arménio de Melo dá conta deste trabalho cúmplice: “Estávamos sempre em contacto trocando ideias sobre esta ou aquela palavra, sobre esta ou aquela nota, aquela ‘voltinha’ pois é esta forma de escrever e compor que define uma parceria”.No prefácio, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, atesta que José Luís Gordo “é Mundo” para justificar em seguida: "Na poesia de José Luís Gordo redescobrimos Lisboa aberta em mil cores. Uma Lisboa arreigada à tradição mais popular, que aqui redescobrimos pela desconcertante inquietude de quem perscruta o Mundo em permanência. José Luís Gordo é Lisboa e, sendo Lisboa, é Mundo”.

O autarca afirma que, “cantando Lisboa ao longo de cinco décadas, a fidelidade às raízes constituiu sempre impulso de futuro e de renovação” para José Luís Gordo, autor, entre outros de “Até que a voz me doa”.

Sara Pereira sublinha por outro lado, que “Arménio de Melo desenvolveu, ao longo de mais de quarenta anos de intensa atividade profissional, um percurso riquíssimo onde a música, o ensino e a investigação convivem abertamente”.

Licenciado em Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa, Arménio de Melo tem gravado, regularmente, acompanhando fado, integrado noutros projetos musicais e interpretando as suas próprias composições. Para a Estoril Discos realizou a gravação de vários fados tradicionais com o propósito de se fixar a sua melodia.

"40 fados" é o terceiro livro de José Luís Gordo, o primeiro acompanhado das melodias referentes a cada poema, criadas e registadas em pauta por Arménio de Melo, sucedendo a "Recados ao Fado", livro editado em 2004, ao qual se seguiu, em 2010, “Poemas do meu fado”, publicado com um CD em que se regista a interpretação com música de alguns dos poemas e a declamação por si de o outros.

Distinguido com Prémio Amália Melhor Poeta, em 2005, José Luís Gordo, aos 16 anos, viu a sua primeira poesia cantada pela fadista Beatriz Ferreira, intitulada "Tudo na vida passou".

À apresentação da obra seguir-se-á a interpretação de vários dos poemas segundo as melodias compostas, pela cantora Rita Gordo e os fadistas Liliana Silva e João Vaz, que fará também o acompanhamento à viola, e na guitarra portuguesa estará o próprio compositor, Arménio de Melo.

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