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Mísia estreia-se dia 07 de novembro como atriz, na peça "O Matadouro Invisível", que sobe à cena pela primeira vez no Centro Cultural da Malaposta, em Olival Basto.

“O Matadouro Invisível" é uma peça da francesa Karin Serres, uma dramaturga que já tem apresentado outras peças em estreia absoluta em Portugal, nomeadamente na Companhia de Teatro de Almada.

"A peça debate o porquê de fazer teatro, qual a importância do teatro e qual o seu papel no futuro", explicou à Lusa Karin Serres, citada pelas Notícias ao Minuto. "Há também os fantasmas do teatro, os traços que ficam num palco de todos os espetáculos feitos e de todos os públicos que a eles assistiram", acrescentou. "O Matadouro Invisível" parte de um facto concreto, a transformação do matadouro de Olival Basto no atual Centro Cultural da Malaposta.

A encenação é de José Martins, que há 25 anos apresentou duas peças na Malaposta, quando o edifício não estava em construção para se transformar num teatro.

Além de Mísia, a quem Karin Serres não poupou elogios e que qualificou como "uma excelente atriz", o elenco é constituído por Alberto Quaresma, Joana Brandão e Vera Azevedo.




Karin Serres, de 46 anos, escreve em francês, apesar de "amar particularmente a língua portuguesa", sendo a tradução de José Martins. Esta peça é também uma reflexão sobre "a crise atual que as artes de palco atravessam, com várias companhias a fechar portas e os atores a procurarem trabalho". "Por tudo isso, é que acho importante fazer hoje esta peça, e porque continuamos a fazer teatro, apesar de ser cada vez mais difícil", disse.

O teatro é uma arte de contar histórias uns aos outros, que é absolutamente popular, da qual todos precisamos". A dramaturga afirmou-se uma defensora da tradição que considerou "sensual e sensível".

Mísia, que lançou recentemente um novo álbum, "Delikatessen - Café Concerto", afirmou, segundo as Notícias ao Minuto, que aceitou o convite de um amigo, José Martins, por confiar que, se não estivesse à altura do papel, ele teria a honestidade de lhe dizer, e ela então não o desempenharia.

"Sempre fui uma voz muito preocupada pelo texto, a interpretação foi sempre a minha preocupação principal, por outro lado, várias pessoas do teatro ou do cinema, como Pedro Almodovar, me perguntaram porque ainda não tinha feito teatro", contou.

"O José Martins é um profissional e é inteiramente um homem de teatro e nunca me diria que estava a fazer uma coisa bem, por condescendência. Amizade ou simpatia, mas por procura da verdade", disse a criadora de "O manto da rainha".

"Gosto muito desta primeira experiência porque é uma peça muito centrada na vida dos atores, dos teatros, do universo teatral", acrescentou. "Eu, ou antes, a minha personagem, é a que está em piores condições económicas, sou a ex-atriz que menos dinheiro tem, e a peça fala do desaparecimento do teatro e reflete sobre o futuro da profissão de ator", acrescentou a fadista.

Karin Serres é autora e cenógrafa, formada pela École Nationale Supérieure des Arts et Techniques du Théâtre, de Paris. Além de cenários, a dramaturga tem concebido igualmente figurinos, cartazes e ilustrações para diversos espetáculos. Serres escreveu cerca de 40 textos de teatro. A sua relação com Portugal iniciou-se com o projeto "Partir en écriture", do Théâtre de la Tête Noire, em Saran, em França, uma iniciativa de Patrice Douchet, que a traz a Lisboa em 2007. Nesta visita à capital portuguesa, terminou a peça "Marezia", que foi levada à cena pelo Teatro de Almada, na temporada de 2009/2010, numa encenação de José Martins, com cenário concebido pela própria autora. A tradução da peça foi de Alexandra Moreira da Silva.

A peça "O Matadouro Invisível" estará em cena na Malaposta, até 01 de dezembro, dia da Restauração, e irá em digressão por Portugal e também por França, com o mesmo elenco, adiantou a dramaturga.

Fotografia: C.C.Malaposta

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