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Gonçalo Salgueiro, que tem um novo álbum, “Sombras e Fado”, afirmou que o seu trabalho, como intérprete e letrista, se carateriza pelo “desamor”, que é o que melhor conhece.

“Eu acho que o meu trabalho se caracteriza sempre pelo desamor, é sempre esse o tema persistente no meu trabalho, canto sempre o desamor, e escrevo sobre o desamor, porque acho que só sabemos escrever sobre aquilo que sabemos”, disse o fadista que entende que “fazer letras sobre o que não se conhece é ‘dar um tiro no pé’”.
Gonçalo Salgueiro defende a “verdade” no seu trabalho, pois não canta nada que não sinta ou não saiba o que é, afirmou em entrevista à agência Lusa.
O álbum começou a ser construído em 2014, com o intuito de celebrar 15 anos de carreira, pois começou a cantar em finais de 1999, e, referindo-se aos seus começos na vida artística e à transversalidade de Amália Rodrigues no seu trabalho, disse: “‘O grito’ foi o fado me fez”.
Gonçalo Salgueiro defendeu que canta para quem o quer ouvir e definiu a carreira como “um trabalho altruísta”.
O CD "Sombras e Fado" inclui sete temas, cujas letras assina, e recria fados dos repertórios de Amália Rodrigues (1920-1999), designadamente “Amor de Mel, Amor de Fel”, “Naufrágio” e “Povo que Lavas no Rio”, de Beatriz da Conceição (1939-2015), “Quem, Mora Naquela Rua”, de António Mourão (1935-2013), “Trigueirinha”, de Fernanda Maria, “Penso Sempre em Ti” e de Maria da Fé, “Noite Cerrada”.

 

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“Eu pego nos temas, e por mais que eu goste, se eu não conseguir cantá-los de uma forma minha, verdadeira, e ao meu jeito, eu não lhes toco”, disse o fadista que revelou que o tema que mais lhe custou cantar foi “Amor de Mel, Amor de Fel”, porque lhe diz muito.
Para interpretar os temas de outros repertórios Gonçalo Salgueiro afirmou que tem de sentir que lhe "sai de uma forma natural”.
“Eu abandono-me depois de compreender bem o tema, nomeadamente a sua mensagem subjacente e subjetiva, pois detesto imitações”, disse o intérprete, referindo que “muitos destes temas surgiram por proposta dos fãs”.
Um outro tema que recupera é “Ai Vida”, de Jorge Fernando, autor também da música e letra.
Neste CD, o fadista, que também assina a produção, é acompanhado em alguns temas pela Orquestra Nacional Romena Juvenil, sob a direção do maestro Gabriel Bebeselea, e pelos músicos Guilherme Banza, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, Francisco Gaspar, no contrabaixo e viola-baixo, João David Almeida, nas percussões, Miguel Camilo, nas guitarras, piano, e percussões, sendo o responsável pela produção musical, Cindy Gonçalves, no violino e Sandra Martins, no violoncelo.
O 'single' do álbum é “Boca Encarnada (Joaquina)”, de autoria de Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves, um tema que lhe foi proposto pela investigadora Valéria Mendez, ex-professora do Conservatório da Madeira, “e uma amaliana”, contou.
Para o fadista “foi difícil escolher um 'single'”, mas optou por este tema por ser “tão pouco conhecido”.

Fotos: DR/FMS

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Carlos do Carmo, com mais de 50 anos de carreira, atua no sábado na Culturgest, em Lisboa, num espetáculo de fado tradicional, anunciou esta sala.
O criador de “Por morrer uma andorinha” atua no formato de que mais gosta e que julga "mais adequado a esta sala": "O Carlos do Carmo, com os seus acompanhantes habituais, vem cantar fado tradicional. Tão simples e tão novo. Tão emocionante, tão bom, vai ser”, afirma em comunicado Miguel Lobo Antunes, administrador da Culturgest.
Carlos do Carmo, de 77 anos, é acompanhado na guitarra portuguesa por José Manuel Neto, na viola, por Carlos Manuel Proença, na viola baixo, por Marino de Freitas, todos músicos já distinguidos com o Prémio Amália.
No comunicado, Miguel Lobo Antunes revela etapas da amizade que tem com o fadista: “Tenho a sorte de o Carlos do Carmo me beneficiar com a sua amizade; conhecemo-nos a propósito da Europália 91 – Portugal, um enorme festival que mostrou diversas facetas da cultura portuguesa na Bélgica em 1991, escolhi o Carlos [do Carmo] para ir fazer a segunda parte de um concerto de fado”.
“Ainda guardo a lembrança da maravilha que foi esse concerto. Quando estive no Centro Cultural de Belém [em Lisboa] convidei-o a ir ao grande auditório”, conta o responsável, referindo que não tinha convidado para atuar na Culturgest “por acanhamento”.
“É uma sala pequena. Achava que ele era grande demais para ela”, mas num fortuito encontro na noite lisboeta o fadista “à despedida, quase de raspão”, afirmou o seu interesse em cantar na Culturgest, enquanto Miguel Lobo Antunes se mantivesse à frente da instituição.
Refira-se que Lobo Antunes anunciou que em abril deste ano deixará as atuais funções e se reformará, após mais de uma década à frente da instituição.
Em declarações à agência Lusa, em dezembro do ano passado, o jurista afirmou que pretende sair em abril por razões pessoais, nomeadamente por estar perto dos 70 anos.
“Vou sair da Culturgest em breve, por isso era preciso que o concerto fosse no princípio do ano. Não tinha orçamento. A combinação teria que ser rápida”, escreve Miguel Lobo Antunes, desde 2004 na direção da Culturgest.
Carlos do Carmo, filho da fadista Lucília do Carmo (1919-1998) recebeu um Grammy Latino Carreira, em 2014. Do seu repertório constam vários temas assinados por Bocage, Almeida Garrett, Frederico de Brito, Ary dos Santos, Joaquim Pessoa, Manuel Alegre, José Saramago, Vasco Graça Moura, Nuno Júdice, Júlio Pomar, Maria do Rosário Pedreira e compositores como Victorino d'Almeida, Fernando Tordo, Nuno Nazareth Fernandes, Martinho d'Assunção, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, José Niza e Mário Moniz Pereira, entre outros.
O primeiro disco foi editado em 1963, com o título "Mário Simões e o seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo", ao qual se seguiu, em 1964, "Carlos do Carmo com a Orquestra de Joaquim Luís Gomes".
Em 1967, a Casa da Imprensa distinguiu-o com o Prémio Melhor Intérprete e, em 1970, atribuiu-lhe o Prémio Pozal Domingues para o Melhor Disco do Ano, o seu primeiro álbum, "O Fado de Carlos do Carmo", em 1969.

Foto: Culturgest/FMS

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