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Joaquim Simões da Hora

 

O organista e divulgador da música antiga Joaquim Simões da Hora (1941-1996) é homenageado na sexta-feira, no Conservatório Nacional, em Lisboa, que “também foi a sua casa”, disse à agência Lusa o musicólogo Tiago Manuel da Hora.
Nesta homenagem é apresentado o CD “Joaquim Simões da Hora in concert”, que resulta “de um profundo trabalho de pesquisa que permitiu reunir um conjunto de gravações em concerto, inéditas”, de recitais seus, nas sés de Lisboa e Évora, respetivamente em 1974 e 1994, e na igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa, em 1994.
No recital na Sé Patriarcal de Lisboa, realizado a 09 de setembro de 1974, Joaquim Simões da Hora interpretou “Cuatro versillos de 1er tono, punto bajo”, de Miguel Lopez (1669-1723), Fantasia a 4 de 8.º tom, de António Carreira (1530-1594), Segundo tento de 2.º tom, de Manuel Rodrigues Coelho (1555-1635), e “Canción para la corneta con el eco”, de um autor anónimo.
Na Sé de Évora, no dia 11 de setembro de 1994, Simões da Hora tocou “Quatro peças para clarins”, de um autor anónimo, Tento de 6.º tom, de Estacio Lacerna (1574-1625), Segundo tento a 4 em Sol, de António Carreira (1530-1594), Toccata per l’elevazione, de Girolamo Frescobaldi (1583-1643), Fantasia em sol menor, de Johann Pachelbel (1653-1706), e uma improvisação sua.
O recital em S. Vicente de Fora, efetuado no dia 13 de outubro de 1994, foi constituído por peças de Diogo da Conceição (século XVII), Batalha de 5.º tom, de Correa de Arauxo (1584-1654), “Glosas sobre el canto llano de la Inmaculada Concepción”, de Pierre du Mage (1674-1751), “Livre d’Orgue, Plein Jeu” e “Livre d’Orgue, Récit”, e ainda, de François Couperin (1668-1733), “Messe pour les couvents, Plein Jeu”, “Messe pour les couvents, Fugue sur le trompete”, “Messe pour les couvents, Récit de tierce”, e “Messe pour les couvents, Dialogue sur les grands jeux”, e terminou com uma improvisação sua.

 

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A sessão de homenagem no Conservatório, na sexta-feira, às 19:00, conta com as participações do musicólogo Rui Vieira Nery, do organista António Duarte e do musicólogo Tiago Manuel da Hora, que foi o diretor artístico do CD.
Este ano, em que passam 20 sobre a morte de Simões da Hora, e 75 sobre o seu nascimento, entre outras iniciativas, realizou-se, em junho, no Mosteiro de Grijó, em Vila Nova de Gaia, um concerto pelos organistas João Vaz e Rui Paiva, comentado por Rui Vieira Nery, e, em outubro passado, o Entre Madeiras Trio estreou, no auditório do Instituto Superior Economia e Gestão, em Lisboa, uma composição de Alfredo Teixeira, "Diferencias", dedicada a Simões da Hora.
Joaquim Simões da Hora foi o principal produtor de música antiga em Portugal, no século XX, realçou à Lusa o investigador Tiago Manuel da Hora, autor da obra “Joaquim Simões da Hora - intérprete, pedagogo e divulgador”, publicado no ano passado.
O organista Joaquim Simões da Hora foi “o grande produtor discográfico de música erudita, tendo sido responsável por 70% do que se produziu em Portugal, entre 1975 e 1994", salientou Tiago Manuel da Hora, que destacou ter sido o organista o “pioneiro em Portugal da interpretação musical historicamente informada e um enorme divulgador da música antiga”.

Foto: AP/FMS

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A Academia Portuguesa da História (APH) entrega na quarta-feira, dia 07 de dezembro, em Lisboa, numa sessão solene presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seis prémios que distinguem oito obras na área da historiografia.

O Prémio Fundação Calouste Gulbenkian divide-se em três áreas, cada uma com o valor pecuniário de 2.000 euros.
Em História Moderna e Contemporânea de Portugal foi distinguido Francisco José Gomes de Sousa Lobo, pela obra “A Defesa de Lisboa. Linhas de Torres Vedras, Lisboa, Oeiras e Sul do Tejo (1809-1814)”, em História da Presença de Portugal no Mundo, o distinguido foi Armando Tavares da Silva, pelo livro “A Presença Portuguesa na Guiné, História Politica e Militar (1878-1926)”, e em História da Europa venceu Paola Nestola, pelo ensaio “San Giuseppe da Copertino: dall’estrema Puglia al Portogallo (Sec. XVII-XIX)”, segundo um comunicado da APH enviado à Lusa, cita a Renascença.
O Prémio Joaquim Veríssimo Serrão/Fundação Engenheiro António de Almeida, para História, no valor de 1.500 euros, foi atribuído a Rui Figueiredo Marcos, pela “História da Administração Publica”.
Os investigadores Carlos Guardado da Silva e José Manuel Vargas, pela obra “O Foral Novo: Torres Vedras: 1510”, vão receber o Prémio Professor Doutor Pedro da Cunha e Serra, no valor de 500 euros. Este galardão destina-se a novos títulos na área dos Estudos de Onomástica, Antroponímia ou Arabismo.
O Prémio Augusto Botelho da Costa Veiga, no valor de 750 euros, atribuído bienalmente, distinguiu este ano o investigador Miguel Gomes Martins, pelo livro “Guerreiros de Pedra. Castelos, Muralhas e Guerra de Cerco em Portugal na Idade Média”.
Também atribuído bienalmente, o Prémio Professor Doutor Francisco da Gama Caeiro, no valor de 1.500 euros, foi atribuído a Maria da Graça Antunes Silvestre Vicente, pela obra “Povoamento e Propriedade Entre o Zêzere e o Tejo (Séculos XII-XIV)”.

 

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Palácio dos Lilases, ao Lumiar, onde funcionaa  APH. 


Finalmente, o Prémio Lusitania de História, também no valor de 1.500 euros, vai para o historiador José Pedro de Matos Paiva, pela coordenação da “História da Diocese de Viseu”.
Pela primeira vez este ano, decidiu a APH "atribuir a designação de Menção Honrosa", sem qualquer valor pecuniário, às publicações “O Teatro Numa Aldeia da Beira – Do Theatro Sernachense ao Theatro Taborda”, de Pedro Marçal Vaz Pereira, “História da Santa Casa da Misericórdia de Pombal (1628-1910)”, de Ricardo Jorge Carvalho Pessa de Oliveira,“Os Descobrimentos e as Origens da Convergência Global/The Discoveries and the Origins of Global Convergence”, obra coordenada por Amândio Jorge Morais Barros, e “Mulheres dos outros: os viajantes cristãos nas terras a oriente”, de Susani Silveira Lemos França.
A APH é uma instituição científica de utilidade pública, restaurada por decreto-lei de maio de 1936, herdeira da mais antiga academia nacional, a Academia Real da História Portuguesa, fundada por D. João V, a 08 de dezembro de 1720.

 

Fotos; D.R./FMS

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